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TERROR DE ESTADO: CIA, abortados ataques clandestinos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 7 de janeiro de 2008.



Depois do assassinato da líder paquistanesa Benazir Bhutto e para aproveitar o discurso do presidente Pervez Musharraf que atribuiu a responsabilidade pela tragédia à Al Qaeda, a CIA animou-se em lançar “operações clandestinas” no Paquistão.

Dois seriam os seus alvos. Seriam a a Al Qaeda-central e alguns extremistas talebans eversivos, ambos com frentes localizáveis na região tribal, ou seja, na fronteira do Paquistão com o Afeganistão.

A respeito, o The New York Times, edição de ontem, publicou um interessante artigo sobre esse plano da CIA. Hoje , as autoridades militares do Paquistão reagiram. A presença de uma “força especial da CIA”, a atuar de forma clandestina, seria inaceitável, pois violaria a soberania do país.

Convém lembrar que a Al Qaeda e fundamentalistas talebans acusam o presidente Musharraf e os generais do exército paquistanês de “colaboracionismo” com os norte-americanos.

Na sexta feira 05, antes da publicação da matéria domenical do New York Times, uma reunião na Casa Branca concluiu que o governo Bush não deveria, -- dada a situação de momento--, promover qualquer ação no Paquistão, sob risco de tornar insustentável a situação e virar o quadro em favor dos radicais e da Al Qaeda. Dessa reunião participaram o vice-presidente Cheney, a secretária de Estado Condoleezza Rice, o conselheiro para assuntos de segunça Steve Hadley e o chefe do estado-maior das Forças Armadas.

Para o governo ditadorial de Musharraf, a matéria do New Yor Times não passou de especulação.

PANO RÁPIDO. O Paquistão, depois do assassinato de Benazir Bhutto tornou-se objeto de preocupação das grande potenciais, incluídas China e Rússia. Isso porque é o único país islâmico detentor da bomba atônica, que é o maior objeto de desejo de qaedistas e de talebans. E uma desarticulação governamental e perda de controle, também é o desejo dos que atuam no nebuloso mercado internacional de armas e segredos atômicos.

A situação no país é de instabilidade. Os talebans invocam a Sharia (lei islâmica) como a única lei a ser obedecida no país. Os jihaidistas prometem tumultuar as eleições parlamentares que foram remarcadas para 18 de fevereiro e o general-ditador Musharraf, que teve de renunciar ao comando do exército por decisão da Suprema Corte, é considerado, pelos democratas laicos, como o grande responsável,-- até por negligência--, pelo assassinato de Benezir Bhutto, que não recebeu proteção adequada no seu último comício.

Por outro lado, a situação com a vizinha e inimiga Índia (também detém a bomba-atômica), na região da Caximira, não é tranqüila. Desde 1947, quando da independência do Império Britânico e divisão em dois blocos, com hindus de um lado (União da Índia) e islâmicos do outro (Paquistão), ocorreram quatro guerras entre Paquistão e Índia.

Nessa quadra agitado, não se sabe, até agora, quem disparou em Benazir e quem era o camicase que promoveu a explosão.


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