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TERROR. Plano da Al Qaeda para o Paquistão e que resultou na morte de Benazir Bhutto.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 28 de dezembro de 2007.

Benazir Bhuttu.




Desde ontem, a Al Qaeda já havia assumido a responsabilidade pela morte Benazir Bhutto, fato hoje confirmado pelo governo do Paquistão.

O comunicado chegou à agência ADN-Kronos International , por meio de um porta-voz do grupo Lashkar, coligado à rede de terror da Al Qaeda. Foi dito que esse grupo havia sido destacado e seguira ordem dada por Ayman Al Zawahiri, o médico egípcio que é o ideólogo da Al Qaeda e segundo na hierarquia de poder.

Benazir foi sempre considerada uma inimiga por Bin Laden: “uma inimiga do Paquistão” (vídeo de 20 de setembro de 2007) e Zawahiri a considerava instrumentalizada pelos EUA. (confira post abaixo)

Com a volta de Benazir a Islamabad (capital do Paquistão e que significa Terra Pura), mediante um pacto posteriomente rompido com o ditador Pervez Musharraf (outro alvo do fundamentalismo islâmico), começaram as articulações da Al Qaeda com vários grupos tribais, com a meta de fomentar o ódio e criar clima para o assassinato.

Dentre os fundamentalistas, o clã de Fazlullah era o mais ativo e postulava vingança pelo ataque, em 10 de julho passado, à Mesquita Vermelha. Entendiam que o Exército de Musharraf seguirá ordem de invasão enviada pelo governo Bush.

Nesse clima, o líder emergente do extremismo fundamentalista sunita, Baitullah Mahsud, chegou, empregando ironia, a falar em criação de uma “Comissão de Benvinda a Benazir”

E a Mahsud coube a execução do plano qaedista para o Paquistão, pós a chegada de Benazir, considerada a futura premier, ou melhor, um governo laico em terra islâmica. Em outras palavras, num Paquistão, a “terra da pureza”, dos talebans originais, das escolas corânicas sustentadas pelo capital da Arábia Saudita.

O plano supracitado tem os seguintes pontos: - atos violentos necessários a impedir a implantação, num governo da premier Benazir, de um sistema democrático.

- lutar para impedir toda a iniciativa dos EUA.

- manter ativos os santuários na fronteira do Paquistão com o Afeganistão.

-impedir, de modo a não deixar acontecer como no Iraque, a ruptura entre fundamentalistas estrangeiros em luta e os grupos extremistas islâmicos locais e já plugados à rede da Al Qaeda.

-atacar Benazir e Musharraf,sem tréguas e até suas eliminações.

Ontem, a rede CNN já especulava no sentido de o atentado a Benazir ter matriz quaedista. Exibiu um filme de um campo de adestramento da Al Qaeda no Afeganistão e antes do ataque de 11 de setembro de 2001.

No supracitado vídeo, camicases desciam de motocicletas, aproximavam-se armados de um veículo, realizavam disparos contra alvos fictícios no se interior e, depois, simulavam acionamento de explosivos carregados no próprio corpo.


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