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TERROR. A tragédia da família Bhutto.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 28 de dezembro de 2007.

Benazir: a marca da tragédia e a chama heróica.





Zulfikar Ali Bhutto, pai de Benazir Bhutto, foi deposto da chefia do governo do Paquistão em 1977, por um golpe militar.

Ali Bhutto, como era chamado pelo povo, foi condenado à morte e executado.

O ex-premier morto deixou três filhos que se encaminharam para o mundo da política. Um deles foi envenenado, o outro metralhado e Benazir, ontem, morta com um tiro na nuca e outro no peito. O assassino, -- que chegou numa motocicleta, detonou, depois dos disparos com arma de fogo, a carga explosiva que carregava na sua missão camicase.

Benazir, 54 anos, duas vezes primeira-ministra e de volta ao país depois de um auto-exílio imposto em 1999, estava com a eleição ganha. Era líder do Partido Popular do Paquistão (PPP), ao qual pertenceu o seu pai.

Ela poderia ter feito a campanha sem sair da sua própria casa, pois corria grande risco de ser assassinada pelos seus opositores.

Para os extremistas da Al Qaeda, ela era um instrumento do governo norte-americano e seria usada, como futura primeira-ministra, para atender aos interesses dos EUA na Ásia Central e no Oriente Médio.

E os extremistas do fundamentalista islâmico têm ligações com o serviço secreto do Paquistão, o incontrolável ISI.

Benazir também era inimiga dos militares. Estes tinham deposto o seu pai e posteriormente, em 1999, apoiaram o golpe militar do general Pervez Musharraf, numa ditadura que ainda persiste

. PANO RÁPIDO. Não se trata mais de discutir Benazir Bhutto em face de um passado controverso, com acusações de corrupção, em especial mediante a atuação do seu marido (era chamado de o “homem das comissões).

Benazir, já com a eleição na mão e com o ditador Pervez Musharraf tendo de lhe suportar como futura primeira-ministra, preferiu sair às praças. Estar com o seu povo. Enfrentar o risco, quando poderia ficar em casa.

Isso basta para colocar a corajosa Benazir Bhutto no altar dos heróis da sua pátria.


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