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CIA: escândalo atinge Nancy Pelosi, presidente da Camara de deputados dos EUA.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 10 de dezembro de 2007.

Nacy Palosi, no centro das acusações.


ROMA..Transigir com a legalidade tem sempre um preço alto. Que o diga, -- neste momento--, a presidente da Câmara dos deputados dos EUA, Nancy Pelosi.

Pelosi está sob suspeita de haver coonestado com torturas, em interrogatórios de suspeitos de terrorismo.

Em dezembro de 2002, Pelosi fora informada que suspeitos de terrorismo, --com ligações aos executores da tragédia de 11 de setembro de 2001 em Nova York (torres Gêmeas) e Washington (Pentágono)--, eram submetidos a torturas pela CIA.

O método utilizado pela CIA, -- com as fitas de vídeos já destruídas ilegalmente--, consistia em submergir o suspeito em uma tina com água. Em outras palavras, um afogamento simulado ( waterboarding), com o objetivo de conseguir confissões ou informações.

Quando na semana passada veio a furo o escândalo da CIA pelo fato desse órgão ter destruída, sem autorização legal, as fitas de vídeos de interrogatórios de terroristas pós 11 de setembro, veio a reação.

A CIA deixou vazar que os democratas, com Pelosi entre eles, sabiam dos métodos e não opuseram objeções.

Até então, os democratas eram tidos como os denunciantes das torturas. Só que o protesto dos democratas contras as torturas, no Parlamento, foram apresentados apenas em 2005. Isto quando, desde setembro de 2002, muitos deles, incluída Pelosi , sabiam e silenciaram, ou seja, anuíram com as torturas.

Ontem, Porter Gross, ex-diretor da CIA, foi ouvido pelo Washington Post e disse que Pelosi e os seus colegas parlamentares (dois democratas e dois republicanos) “ entenderam perfeitamente aquilo que o serviço (CIA) fazia e não só aprovaram mas, também, encorajaram”

Um dos funcionários do Parlamento, sobre os fatos ocorridos e agora à luz, esclareceram: “ o Congresso estava tomado de pânico. Temia um novo ataque da Al Qaeda e exigia, a todo custo, que a CIA arrancasse dos terroristas suspeitos as informações necessárias à defesa do país”

Como se percebe, a lição do velho Machiavel de que os fins justificam os meios, decorada e aplicada por Bush, em especial em Abu Ghraib e Guantânamo, também tem seus seguidores entre os democratas.

Como defesa, Pelosi disse que fora informada que a CIA preparava um projeto para realizar interrogatórios, sem menção ao waterboardind , mas não a revelou posteriormente. Pelo jeito, nem Pelosi se preocupou como seria e se houve desistência pela posterior ausência de informe.

PANO RÁPIDO. Desculpas esfarrapadas, tão ao estilo dos nossos Renan Calheiros. Walter Fanganiello Maierovitch.


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