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DIREITOS HUMANOS: dia internacional. Ditador da Birmânia recua.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 10 de dezembro de 2007.

Aung Kyi: blindada em em prisão domiciliar



ROMA. Neste dia internacional dos direitos humanos, uma boa notícia.



Lógico, além da deliberação, nesta semana pela ONU, sobre uma provável moratória a respeito das execuções de penas capitais: ( confira post abaixo ).
A boa-notícia supracitada refere-se à reunião, amanhã (11 dezembro de 2007), do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Referida reunião será em Genebra. Na pauta, a questão da Birmânia, com pressões sobre o Japão, -- que apóia a ditadura militar--, para mudar de rota.


Na Birmânia, que os militares mudaram de nome para Myanmar, um representante especial da ONU, o diplomata nigeriano Ibrahim Gambari (confira posts neste blog), mantém permanente interlocução com os sanguinários e corruptos ditadores fardados.


Em setembro, durante a repressão à marcha pacífica contra a carestia foram assassinados cerca de 350 pessoas e realizadas centenas de prisões arbitrárias.


Dada a repercussão internacional e diante da visita de emergência de Gambari, os militares já colocaram em liberdade os manifestantes presos.


Na reunião de amanhã, será analisado o relatório de Gambari. Espera-se que, a partir de amanhã, ocorra a liberação de Aung San Suu Kyi, a Nobel da Paz que se encontra em prisão domiciliar.


O grande trunfo para o relaxamento da prisão domiciliar são as declarações de Aung San Suu Kyi no sentido de que está “disposta a um diálogo verdadeiro, livre e sem condições”, com os generais.
Kyi é líder do partido de oposição, ou seja, da National League for Democracy (Nld), que venceu as eleições mas não chegou ao poder pela continuação da ditadura militar. Ela pretende que seu partido volte a ser reconhecido pela ditadura, como afirmou a Gambari quando foi visitada na sua casa-blindada (cercada por um pelotão militar para impedir contatos com o mundo exterior) e que serve como prisão domiciliar.


PANO RÁPIDO. Uma esperança existe e a União Européis tem o compromisso de atuar como “amiga do povo da Birmânia, de modo a favorecer o diálogo, a reconciliação entre as partes e conduzir a uma transição democrática”, conforme afirmou o representante especial da União Européia, Piero Fassino, ex-ministro da Justiça e um dos principais líderes políticos da Itália.


Walter Fanganiello Maierovitch.



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