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DROGA. Confira o lucro de um traficante de maconha de rua.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 7 dezembro de 2007.



O Observatório Francês para o fenômeno das drogas proibidas acaba de divulgar uma pesquisa sobre os ganhos dos pequenos traficantes, na revenda de maconha-haxixe. Aqueles das ruas da França.

Os pesquisadores conseguiram identificar três níveis da cadeia de oferta, com o objetivo de levantar valores sobre a economia movimentada pelo “invisível” mercado da maconha-haxixe.

No relatório, o capitalista está no topo da pirâmide. Seguem, abaixo, o intermediário e o pequeno traficante revendedor, este exposto nas ruas e nas esquinas.

O mercado varejista movimenta por ano entre 746 a 832 milhões de euros.

Desse movimento em território francês, os primeiros intermediários embolsam entre 253 a 552 milhões de euros .
,br> Os primeiros revendedores , --encontráveis em lugar pouco variável e que ficam expostos nas ruas (muitas vezes fazem uma sub-empreita para outros, a formar um exército de vendedores de rua)---, lucram entre 35 mil e 77 mil euros , sempre por ano.

Quanto aos segundos e terceiros traficantes de ruas (degrau último da escada de ofertantes de maconha-haxixe) , --- sempre vulneráveis pois se arriscam mais em face de vendas em saídas de cinemas, teatros, restaurantes---, o ganho anual varia entre 4.500 a 10 mil euros.
No que toca à quantificação dos envolvidos no mercado das drogas na França, a última estimativa é de 2005. Os traficantes das ruas, chamados no jargão policial de linha-de-frente, foram estimados entre 6 mil e 13 mil. Cada um deles vende, nas ruas, entre 1kg a 3,6 kg por ano de maconha-haxixe.

PANO RÁPIDO. O Observatório brasileiro, projetado pelo abaixo-assinado quando secretário nacional para o fenômeno das drogas, foi abandonado no governo FHC e jamais pensado no do presidente Lula.

No Brasil, prefere-se trabalhar com a imaginação ou com o repasse de dados sistematizados para o escritório de drogas das Nações Unidas, que faz a sistematização. Esses dados são enviados pela polícia federal, depois de recebe-los dos estados-federados e junta-los aos seus. Um absurdo.
Certa vez, as autoridades brasileiras erraram no envio dos dados para a o escritório vienense da ONU (ONODC). Ao invés de quilos, colocou-se gramas. Aí, o jornal New Yor Times apresentou o Brasil como o segundo maior consumidor de drogas do mundo.


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