São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

PSICOANALISTA CULPADO: sexo com paciente.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 6 de dezembro de 2007.

Análise Final, com Huma Thurman e Richard Gere.




ROMA. No meio jurídico, a conversa versa sobre a decisão número 25183, da Terceira Turma da suprema corte de Justiça italiana (Corte di Cassazione).

O processo teve início em 1997 e ontem chegou à última e definitiva instância. O psicoanalista Sandro D.L foi declarado culpado por infração deontológica.

A questão de fato versou sobre o relacionamento amoroso-sexual mantido pelo supracitado com a sua então paciente Alessandra R, no curso do tratamento.

Não tenho lembrança de caso igual na Justiça brasileira. O certo é que choca saber que um profissional contratado para cuidar de dores da alma da paciente acabe por colocar a ética de lado e o divã vira cama.

Pelo divulgado, o psicoanalista não conseguiu controlar as suas emoções, num consultório onde o paciente manteve reserva intelectual.

Num pano-rápido, o psicólogo Sandro acabou processado e considerado culpado.

A sua única defesa jurídica consistiu em sustentar que o código de ética da sua profissão só entrou em vigor em 1998, ou seja, quando os relacionamentos sexuais tinham terminado um anos antes (1997).

E a defesa ficou restrita pois uma enxurrada de provas mostraram ter havido o relacionamento, marcado pela chamada “superioridade em armas”.

Sobre o caso, a famosa psicóloga italiana Maria Rita Parsi bateu pesado ao comparar a conduta do psicoanalista com a deum pedófilo: -“ Abusou da sua força, como faz um pedófilo”.

Para os magistrados da Cassazione , a questão deontológica nem precisava estar escrita num código de ética profissional. Portanto, a tese de defesa foi rejeitada.

Os psicoanalistas, -- decidiu a Corte de Cassação italiana, estão eticamente proibidos de manter relações do tipo emotivo-sentimental, incluído o relacionamento sexual, com os seus pacientes.

Essa regra,segundo a Corte, existe desde sempre. Antes mesmo de o código de ética dessa categoria profissional contemplar, expressamente, a proibição.

Para os professores e profissionais da área, o trabalho profissional deve ser encerrado quando as coisas começam a se misturar. E uma vez interrompido o tratamento em tempo oportuno a não ferir a ética, o que “rolar” depois é outro problema.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet