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A Internacionalização da Amazônia.

Por DANIEL FLEMING

IBGF, 2 dezembro de 2007.

Estão rifando a Amazônia na internet.
Dizem que farão de nós uma garrafa pet.
Pagam um bocado para proteger de ti
os recursos poucos que deixaram aqui.



Um saqueador inglês quis se apossar da Amazon rainforest para o UK.
Tratou de retratar-se à organização, já que o assunto causa comoção

Outrossim, a madereira Gethal formou com os interesses que o Reino bradou: "comprem as terras tantas de Manicoré."

Frank, Johan e Kuerten são laranja-atores a receber em vão vastos valores por espoliar o que deixaram em pé.

O Brazil nunca deixou de ser colônia. Ao assinar o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 28 de janeiro 1808, o príncipe regente Dom João apenas repassou o direito de nos espoliar à Inglaterra. O nome mudou. Colonialismo virou liberdade de mercado e, com isso, não tínhamos mais do que reclamar, afinal, somos um mercado livre.

Duzentos anos depois e continuamos a ser enganados pela ganância dos países acima da linha do Equador. Nosso recurso mais valorizado, o único bem que ainda não devastaram em benefício próprio, é a floresta amazônica. A nossa e de nossos vizinhos latino americanos, a quem devíamos nos associar para protegermos nossos recursos comuns.

Ao invés disso, fechamos os olhos e damos atenção insignificante ao novo processo de colonização que acontece aqui mesmo, no Amazonas, logo ali em Manicoré.

O sueco Johan Eliasch, que ganhou a vida comprando e vendendo empresas perto da falência, pensa que o Brasil está na mesma situação. Através de sua madereira Gethal diz ter comprado 160 mil hectares de terras em Manicoré para rifar pela internet por R$350 (70 libras esterlinas) o acre.

Na verdade, ele chama a expropriação de “doação internacional para proteção da floresta”. Eu chamo de Internacionalização da Amazônia. Com o controle de cada vez mais terras, mais domínio eles têm sobre nossos recursos naturais. Já são 400 mil hectares adquiridos de maneira duvidosa, contando as terras do Cool Earth na amazônia equatoriana,

Altos escalões do governo inglês estão envolvidos no projeto de nos espoliar mais uma vez. Entre eles, o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, que chamou Eliasch para ser seu conselheiro florestal. Há, também, parlamentares ingleses de partidos conservadores, o presidente da Islândia, e, pasmem, o famigerado e acabado tenista brasileiro Gustavo Kuerten. Ou expulsamos esse ingleses da floresta amazônica, ou mudamos de vez o nome de nosso país para Colônia Federativa do Brazil.

* jornalista e poeta, autor de dadosinversos.com


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