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DROGA. Nova surpresa.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 21 de novembro de 2007.

O espanhol Partido dos Trabalhadores Socialista (PSOE), do premier Zapatero, posicionou-se contrário ao projeto legislativo que estabelecia a não criminalização do porte de drogas para uso próprio.

Com forte apoio de outros partidos, em especial os conservadores, o projeto de lei apresentado por deputados eco-comunistas (IU-ICV) não recebeu aprovação do Parlamento espanhol e foi para o arquivo.



Pelo projeto, alterava-se parcialmente a lei antidrogas, em vigor desde 1992 e que criminaliza a posse de drogas para consumo em locais públicos, ainda que em pequena quantidade.

A postura dos socialistas foi criticada pelos membros do IU-ICV. Eles falaram em falta de coerência pois, antes de Zapatero chegar ao poder, os socialistas votaram pela aprovação de idêntica proposta legislativa de não criminalização.

O projeto apresentado pelo IU-ICV estava acompanhado de 18 mil assinaturas, colhidas pela Federação das Associações pró Cannabis (Fac).

O presidente da Fac, Martin Barriuso, declarou que a campanha pela não criminalização continuará e arrematou: -“Esperavamos que a criminalização terminasse agora, nessa data em que se lembra o aniversário de morte de Franco, o ditador assassino”.

. PANO RÁPIDO . A postura dos socialistas surpreendeu, pois a Espanha vem adotando medidas avançadas e progressistas com relação às políticas de redução de danos, uso terapêutico da maconha, narcossalas, etc.

Talvez o erro tenha sido o projeto, ao focar na maconha, buscar liberar geral, ou seja, não estabelecer sanções e proibições de natureza administrativa.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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