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DROGA. Cocaína salvadora.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 16 de novembro de 2007.


Até as teclas do meu computador sabem que o consumo de drogas proibidas causa danos à saúde física e mental.

A cocaína, por exemplo, nunca foi usada por Pablo Escobar, o, maior traficante do século passado e cujo 15º. aniversário de morte ocorrerá no próximo mês de dezembro. Para ele, divertimento e alegria eram buscadas no esporte (jogava futebol de salão e já foi cartola), na música e em companhias femininas.

No mega-complexo de refino de cocaína da Tranqüilândia, assim chamado porque a polícia nunca chegava perto, Escobar, por vezes, tinha de verificar a “qualidade do produto” destinado à exportação. O “controle de qualidade”, por Escobar, era feito com uma pitada de cocaína na língua. E isto não causava nenhum efeito psico-ativo no seu organismo. Com tal procedimento ele verifica a acidez do “produto” e, assim, avaliava o equilíbrio entre os insumos químicos utilizados no refino. Embora causadora de danos, a cocaína, nesta semana, foi usada como “tábua de salvação”. Para salvar vidas.

Um contigente composto por 80 soldados britâncos, --a caminho do Afeganistão e para integrar as tropas coordenadas pela Nato e EUA que mantém o governo Karzai e combatem os talebans--, fez curta escala, para exames e treinamentos, no México, mais especificamente na base militar de Cancun.

Como sabiam que seriam submetidos à testagem sobre consumo de drogas, 17 soldados britânicos, na última tentativa de abortar a chega ao indesejado Afeganistão, usaram cocaína.

Evidentemente, o teste deu positivo (classificação A, ou seja, droga pesada) e os 17 soldados acabaram presos e afastados da missão Afeganistão. O embarque para o Afeganistão estava previsto para março de 2008.

Referidos soldados do exército britânico, -- que consumiram deliberadamente droga proibida para evitar o deslocamento para o Afeganistão-- , integravam a companhia Argyl e Sutherland Highlanders.

Ouvido pela imprensa britânica, um dos desertores, declarou: -“Fizemos isso porque não queríamos morrer no Afeganistão. Muitas pessoas poderão achar que somos covardes. Mas essas pessoas, seguramente, nunca viram a morte na frente dos seus olhos”.

Pelos regulamentos militares britânicos, um usuário de droga é imediatamente afastado da linha de frente das tropas. Nos quartéis vigora a regra da tolerância zero às drogas e todos sabem que, para se afastar, basta ser apanhado com drogas ou em testagens.


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