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DROGA. Os 15 anos da morte de Pablo Escobar

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 14 novembro 2007.

O maior traficante de cocaína do século XX chamou-se Pablo Emilio Escobar Gaviria, fundador e chefe do extinto Cartel de Medellín. Ele nasceu em 4 de dezembro de 1949, ou seja, caso vivo estaria próximo dos 59 anos de idade.

Em confronto com o “Bloque de Búsqueda”, -- guiado pela agência norte-americana conhecida por Drug Enforcement Administratio-DEA--, Escobar morreu em 2 de dezembro de 1993. Quando alvejado fatalmente, combatia do telhado da casa onde se refugiava e usava a sua inseparável pistola Sig-Sauer, de 9 milímetros.

Escobar,el Patrón.


Todos os domingos, no jazigo de Escobar e na vizinha Capela Jardines Montesacro, onde foi velado, centenas de pessoas fazem orações, levam oferendas e buscam milagres.

Nas festas nos bairros pobres, de Medellín a Miami, do Chapare boliviano à cidade do México, são tocados “corridos” a louvar El Patrón, apelido dado a Escobar.

Por que tanto prestígio e louvações ?

Numa resposta pragmática, Escobar, com os negócios da coca, mantinha 3 milhões de colombianos sob sua direta dependência econômica. Isso, evidentemente, fora os que corrompia, como policiais, funcionários públicos, militares, jornalistas, juízes, etc.

Sua fama era de que tinha nascido pobre e, ao se tornar rico, dava oportunidades e sustento ao povo, que era abandonado pelo Estado e pelos seus corruptos dirigentes.

Na véspera do aniversário de 15 anos de morte de Escobar, como se podia esperar, novos livros são lançados. E até Virginia Vallejo, uma aproveitadora, -- sua ex-amante e colabora da DEA--, resolveu ganhar uns trocados póstumos e arrumar motivo para continuar a viver nos EUA.

O livro de Virginia Vallejo, intitulado Amando Pablo e Odiando Escobar, não traz nenhuma novidade, fora as fofocas que não podem ser desmentidas pelo falecido amante. A história contada por Virginia Vallejo ao Fantástico de domingo passado, de que Álvaro Uribe, atual presidente da Colômbia e ex-dirigente da área da viação, concedia e renovava breves para pilotos do Expresso da Cocaína (frota de Escobar), é mais conhecida do que Manuel Marulanda, comandante das Farc, nascido em 1930 e apelidado de Tirofijo (tiro certeiro).

Um outro lançamento editorial, esse com seriedade, ganhou páginas do Caderno Mais, do jornal Folha de S.Paulo. É do britânico James Molisson, de 34 anos. O título é The Memory of Pablo Escobar.

Apesar de a Folha considerar a obra como a melhor já produzida, o certo é que não chega aos pés de “El Patrón, vida y muerte de Pablo Escobar”, do jornalista Luis Cañon, edição da Planeta.

A obra de Luis Cañon, que um ano após a morte de Escobar já estava na sexta edição, é extraordinária.

Cañon, já chefe de redação do diário El Pais, professor na Universidade de La Sabana na cadeira de “investigación periodística”, aproveitou sua experiência de documentarista (Planeta prohibido: armas y drogas) e de escritor consagrado (La historia del narcoterrorismo), para colocar, no livro sobre a vida e morte de Escobar, todos os fatos reais sobre esse sanguinário traficante.


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