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A Máfia usa Rolex.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 7 novembro 2007.



Não precisa ser experto para saber que os suíços fazem os melhores relógios. E os da marca “rolex” despertam atração especial, pois essa marca de relógios passou a representar indicativo de status social.

Na velha Cosa Nostra, o “rolex” era guardado nas caixas de jóias dos “capo-dei-capi”. Era investimento e, no caso de imprevisto, fugia-se com objeto de venda fácil. Muitos dos “Rolex” habitaram caixas-fortes de bancos, pois já foram esconderijos seguros.

Totó Riina, que governou a Cosa Nostra, tinha alguns relógios “rolex” guardados. Os relógios e parte das jóias de Riina foram encontradas apreendidas pela Justiça.

Riina era potentíssimo. Declarou guerra contra o Estado italiano. Mandou dinamitar Roma, Florença e Milão. Também os juízes Giovanni Falcone e Paolo Borselino.

Morador em luxuoso condomínio na região nobre de Palermo, ficou “foragido” de julho de 1979 até sua prisão em janeiro de 1993.

Na segunda-feira passada, conforme “artigos” neste site do IBGF, a polícia italiana prendeu Salvatore Lo Piccolo, capo da Máfia, na sucessão de Riina e Bernardo Provenzano. Ele estava “foragido” desde 1983, sem sair de Palermo, como os antecessores. Lo Piccolo, de 65 anos, faz parte de uma nova geração de mafiosos que só vestem roupa de griffe famosa e andam em veículos caros.

. Na segunda 5, Lo Piccolo chegou algemado à chefatura de polícia (Questura di Palemo). E as algemas colocadas nos seus braços tinham como companhia um “Rolex Precision”.

Com Lo Piccolo foi preso seu filho Sandro, de 32 anos e com a função de guarda-costa do genitor poderoso. Sandrino, como conhecido, também se veste de forma impecável. Prefere hábitos esportivos e exibe um corte especial de cabelo (mantido com gel-fixador). As algemas colocadas em Sandrino tinham companhia, ou seja, um “Rolex Daytona”.

O mafioso Francesco Francese, lugar-tenente de Lo Piccolo, tornou-se colaborador de Justiça, depois de preso em agosto passado. Francese forneceu informações que levaram à prisão de Lo Piccolo.

Salvatore usa Rolex Precision. O filho, Sandrino, um Rolex Daytona.


Na casa de Francese, a polícia apreendeu sua coleção de relógios. Eram 20 relógios e cronômetros da marca Rolex.

O pulso de Francese, quando da prisão, estava ornado com um esportivo e autêntico “Rolex Daytona”.

Pano Rápido. Nada contra a marca. Só não é recomendável usar um Rolex em São Paulo, que tem quadrilhas especializadas em roubos de Rolex. Tá aí o estimado Luciano Huck, -- que é boa-gente e não mafioso, para confirmar.

Importante registrar que o cinema americano, com relação à Cosa Nostra sediada em Nova York, sempre mostrou mafiosos com ternos listrados e a fumar charutos.

E hoje a moda é terno listrado e fumar charutos nos cafés da vida. A Máfia influencia a moda. Ou não ?


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