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MÁFIA. Chefe da Cosa Nostra investia em Bingo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 5 de novembro de 2007.

Lo Picollo quando jovem. Única foto policial, até antes da prisão


Em agosto, o “pool-antimáfia” conseguiu prender Francesco Franzese, que mantinha parte da contabilidade do boss Salvatore lo Piccolo.

Com dados registrados no livro-caixa do capo, a Justiça italiana teve atendido, pelo governo da Suíça, pedido de seqüestro de 200 mil euros de conta-bancária mantida por presta-nome utilizado por Lo Piccolo.

Simultaneamente, uma blitz fechou a Casa de Bingo da Sicília, pertencente a Lo Piccolo, mas em nome de terceiros. O colaborador de Justiça Franzese revelou, ainda, os supermercados pertencentes a Lo Piccolo e utilizados para reciclar, em atividade lícita, o dinheiro sujo do tráfico de drogas. Aliás, tráfico conduzido de forma associada a mafiosos residentes em Nova York.

Na sua villa-refúgio em Carini, próximo a Palermo, foram encontrados vários documentos contábeis. Também, “pizzini” (recador em papel) enviados por Provenzano, do qual afirmava ser um “sobrinho” fiel.

Pelo que já se sabe, -- a prisão ocorreu às 9,20 hs. de hoje (horário italiano), só no bairro de Partanna de Modello, o “boss” faturava 120 mil euros por mês de “padágio” (“pizzo”) paga por comerciantes, industriais e empreiteiros.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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