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DROGA. Cresce o consumo de ecstasy no Brasil.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 5 de novembrop de 2007.

O jornal Folha de S.Paulo publicou neste domingo matéria sobre o aumento das apreensões de ecstasy no Brasil, a indicar maior demanda.

Segundo dados da polícia federal, houve um aumento nas apreensões na ordem de 725%, comparado com o ano anterior. Ou seja, 157 mil apreensões contra 19 mil do ano anterior.



Não vou repetir a análise que fiz ao jornal. Prefiro alertar, mais uma vez (confira neste blog) , para a chegada no mercado europeu e norte-americano do ecstasy líquido . Cada ampola custa 60 euros e é misturada com bebida alcoólica.

Como tudo chega ao Brasil em matéria de droga ilícita, em 2008 o ecstasy líquido poderá estar nas raves do nosso país.

Pesquisas recentes na Austrália e Espanha concluíram que o consumo de ecstasy pode causar lesões cerebrais, perda de memória e de neurônios.

Na Universidade de Valência (Espanha), estudo científico revelou que o consumo acarreta o desaparecimento de 40% dos neurônios produzidos por pessoa adulta.

Outro dado preocupante são os problemas causados no fígado do usuário, a causar graves insuficiências hepáticas.

Em regra, um comprimido de ecstasy tem efeito psicoativo por 4 horas. Esse efeito começa a parecer cerca de meia-hora depois do consumo. A abstinência provoca ansiedade e muitas vezes gera depressão.

O ecstasy é chamado de a nova droga do amor , pois o seu consumo é associado à música eletrônica, à dança e às festas (tipo rave).

Para agüentar as longas festas, muitos ingerem ecstasy, que reduz a fadiga. Uma das medidas necessárias, -- no campo da redução de danos e riscos--, é a obrigatoriedade de instalação de bebedouros nos locais de festas e danceterias. Isto porque o usuário transpira muita e perde líquido.

O maior consumidor mundial de ecstasy é a Austrália, seguida da Grã Bretanha. Na Austrália, 3,4% da população consome ecstasy para finalidade recreativa. Em fevereiro, a atriz Birtney Spears internou-se para desintoxicação e revelou ser dependente de ecstasy.

PANO RÁPIDO.
Enquanto aumentam a oferta e o consumo de ecstasy, o governo brasileiro não se anima a iniciar campanhas de esclarecimentos e investimentos na área de pesquisa. Lamentável. No particular, Lula repete FHC.


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