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LEI SECA vem aí. Vai faltar champagne nos mercados.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 3 novembro de 2007.

Região de Champagne.




Abbé Dom Perignon deve estar brindando no céu. Ele é o inventor da borbulhante champagne, faz cerca de 400 anos.
Já era uma glória o mundo assistir, no cinema, Marlyn Monroe com uma taça de champagne, num sensual vestido branco e a exibir ombros e colo.

Agora, a notícia de a demanda superar a oferta e que na Rússia e na Índia uma garrafa de Champagne só pode ser conseguida com a ajuda da sorte, é a glória póstuma absoluta.

Abbé Dom Perignon tornou a região francesa de Champagne conhecida pelo “vinho borbulhante” que inventou. Isto com misturas de uvas “pinot noir”, “chardonnay” e “pinot meunier”.

Em região demarcada e controladíssima, segundo as normas administrativas e legais, os vinhedos não podem ultrapassar 35 mil hectares.

Atualmente, chegou-se aos 32.500 hectares e 330 milhões de garrafas de champagne engarrafadas por ano.

A produção de 2006, ou seja, 330 milhões de garrafas foi 5% maior do que no ano anterior de 2005.


Na supracitada Índia, o consumo aumentou em 126%, apenas no último ano. O mercado chinês reclama, pois os pedidos de importação não são atendidos satisfatoriamente.

O que fazer? Como o francês não é de perder dinheiro e conhece o desastre tedesco, resolveu meditar cuidadosamente. Ou seja, sabe que os alemães, quando conseguiram agradar com o seu vinho, colocaram tudo a perder ao enganarem o mercado internacional: importavam vinho de outros países e usavam a marca tedesca. O vinho alemão virou um dos piores do mundo.



Numa deliberação entre produtores, o governo e o Comitè Interprofissionnel du Vin Champagne, a área de cultivo foi estendida por Reims e Epernay, a englobar 40 municípios.

Com o aumento de áreas e vinhedos, a produção chegará às 400 milhões de garrafas.

Assim mesmo, dizem que faltará champagne nas praças.

. Pano Rápido. Que tal abolir algumas comemorações com champagne, em especial onde ocorrem desperdícios. Por exemplo, na Fórmula 1. Banho de champagne é exagero, em época em que garrafas não vão rolar.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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