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FEIRA DO DIVÓRCIO.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 31 outubro de 2007.

Viena- palácio da Ópera.





Não sei ainda o que achou a jornalista Fabíola Cidral, mas no boletim Justiça e Cidadania de hoje, e no curso do nosso bate-papo, prevaleceu o lado divertido e irônico de algo que, como regra, vira tragicomédia. Isto em qualquer parte do planeta.

No sábado e domingo passados, uma inédita feira “business” ocorreu em Viena. A caminho do majestoso Opera e colocado à maravilhosa casa de chá que vende, desde 1863, a mais famosa torta de chocolate do mundo, ou seja, a Torta Sacher. Dizem que quem está no estabelecimento, no meio de cristais da procedentes da vizinha Boêmia, têm-se a impressão que Sissi, a imperatriz, vai chegar em poucos instantes.

Em termos de negócios, a Feira do Divórcio (poderia ser traduzida como Feira da Separação), foi uma tacada de mestre.

Ainda mais em época de Sarko-Zidane, o mais novo apelido europeu do presidente francês, depois da sua postura agressiva e surpreendente na entrevista de ontem à CBS.

Fiquei chateado por não ter estado na inédita Feira do Divórcio, da separação de casais. Acho que o Sarko-Zidane, -- que separou da mulher Cecília--, estava lá. E disfarçado com uma peruca à Mozard, um genial austríaco de Salzburg e chegado em lacinhos vermelhos nos cabelos.

O sucesso da Feira do Divórcio, incluído o comercial, foi retumbante. Com barracas de serviços a atender separados e separandos.

Enfim ,muitas barracas armadas e nenhum barraco nos dois dias da Feira do Divórcio em Viena.

Nas barracas dos psicólogos, tinham listas temáticas. Por exemplo, atendimento para aquele que não se conforma em ter recebido um Adeus.

Havia, ainda, a terapia para aqueles sob “stress do abandono”. Por exemplo, o cinquentão que perdeu a mulher, o emprego e não acha trabalho e nem nova companheira.

Chave na mão e nenhuma caução, para quem quisesse alugar rapidamente um apartamento ou um flat.

Muitas barracas imobiliárias colocavam corretores para avaliações, vendas e compras, de antigos “Lar, Doce, Lar”, ou seja, casas e apartamentos.

Muito concorridas foram as visitas em barracas de decoração, com móveis para o novo lar de “solteira (o)”.

Uma das barracas oferecia vagas em centros de apoio aos filhos de casal que se separa.

O maior faturamento ficou com a barraca de venda de pacotes de viagens.

Lógico, não mais viagem de lua-de-mel. Mas daquelas viagens para mudar de ares e, talvez, encontrar um novo amor.

torta de chocolate sacher, desde 1863.


Os advogados fecharam muitos contratos. Os vizinhos das barracas dos advogados também faturam alto. Ou melhor, as agências especializadas em investigações confidenciais, incluídas hipóteses de infidelidade conjugal. E, também tinha uma barraca-laboratório, para exame de DNA, necessário em ações de investigação de paternidade.

O primeiro lugar em procura nessa Feira do Divórcio ficou com os cabelereiros.

Para os organizadores da Feira do Divórcio, a primeira coisa que o casal separado,-- ou em vias de separação--- faz é mudar o corte de cabelo.

O novo corte funcionaria como aviso-prévio, pois, segundo observadores da Feira, indicaria desejo de mudanças.

Para os homens, o corte à Bruce Willis foi o mais requisitado na Feira.

PANO RÁPIDO. Perguntei à Fabíola Cidral se daria certo e transcorreria de forma civilizada uma “feira do divórcio no Brasil ? Mais ainda, se na Dalu não seria uma boa?
A resposta da Fabíola está na página da CBN -www.cbn.com.br--. É só acessar e clicar no boletim Justiça e Cidadania. Confira.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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