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MACONHA. Novidades vêm do Canadá.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 24 outubro de 2007.

O uso terapêutica da maconha continua em fase de expansão em razão de novas descobertas científicas.

Para infusões, a erva canábica é vendida em farmácias holandeses. Em drágeas, é empregada em hospitais da Espanha.



No Canadá, o próprio governo planta e fornece aos hospitais públicos, para atender a pacientes que apresentem receita médica.

Em São Francisco, para evitar prisões decorrentes de suspeitas incorretas, os que estão realizando uso terapêutico recebem uma carteira de identificação.

A “carteirinha de maconheiro” californiano evita constrangimentos decorrentes de prisões ilegais em flagrante. Em especial constrangimentos aos “velhinhos” que “queimam um fumo” nas praças e em “rodinhas” proibidas a menores de 70 anos.

A última novidade em termos de terapia canábica provém de uma pesquisa feita no Canadá.

Pequenas doses do princípio ativo servem para combater a depressão. Doses maiores, causam efeito inverso, ou seja, aprofundam a depressão.

A pesquisa foi publicada hoje , no Journal of Neuroscience Atuou com coordenadora e responsável a doutora Gabriella Gobbi, da McGill University e do Centro de Pesquisas do Fernard Seguin do Hospital Louis-H Lafontaine, da Universidade de Montreal.

Nas experimentações utilizou-se componente sintetizado (feito em laboratório e sem produto natural) do princípio ativo da maconha (thc). Pelo que se extrai do publicado, o emprego, em pequenas doses serviu para estimular os neurônios de produção de seretonina. Seretonina cuja queda de produção causa depressão.

Parêntese. Ensinam os especialistas que “os neurônios seretonérgicos localizam-se na linha média do tronco cerebral formando um agrupamento denominado núcleos rafe. Deles partem fibras em direção ao cérebro que inervam inúmeras estruturas. A seretonina é formada e estocada em vesículas de terminais nervosos. Pode ser liberada em virtude de um impulso nervoso atuando pós-sinapticamente em diversos subtipos de receptores”. Parêntese fechado.

Os pesquisadores canadenses estudaram os efeitos da cannabis como antidepressivo. A surpresa decorreu de o emprego de doses não baixas causarem efeito contrário, ou seja, depressão mais pesada.

O psiquiatra Guy Debonnel, que integrou o grupo de pesquisa, destacou: “- Como psiquiatra notei que diversos pacientes portadores de depressão tinham, no passado, fumado maconha. Por artigos científicos, sabia que doentes com esclerose múltipla e hiv-aids, fumantes de maconha para fim terapêutico, conseguiram melhorar o humor. Masnão existiam estudos específicos a demonstrar a função antidepressiva da maconha”
PANO RÁPIDO. Conversei com um amigo, que não é médico, nem juiz ou jornalista. Ele não se surpreendeu com a pesquisa. Disse que já sabia. Percebeu isso quando estava deprimido em razão do desempregado e só conseguia sobras canábicas, pitucas de cigarros. Wálter Fanganiello Maierovitch.


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