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Textos dos Internautas

 

Pedido de ajuda para publicar livro

Meu nome é Sebastião Maia Pereira, conhecido como Tião Maia.

Sou jornalista (Registro Profissional 176 – Mtb/AC) com atuaão profissional na região Amazônia e em Brasília. Durante anos seguidos, combati, com textos publicados na imprensa, aquilo que mais tarde se convencionou chamar de “Esquadrão da Morte” cuja atuaão se estendia do Acre a instituiões da República, como a Câmara dos Deputados. O deputado federal cassado Hildebrando Pascoal, atualmente preso numa penitenciária federal, no Acre, era o líder de um bando ao qual é atribuído, com provas irrefutáveis, mais de três dezenas de assassinatos, entre os quais de líderes políticos como o governador Edmundo Pinto, morto em maio de 1992, em São Paulo, e dos sindicalistas Chico Mendes, morto em Xapuri, em 988, e de Wilson Pinheiro, assassinado oito anos antes desse crime, em Brasiléia.

Pois bem. Como jornalista acompanhei esses fatos bem de perto, escrevendo extensas reportagens. Creio, porém, que os assuntos não se esgotaram e que devo escrever um livro contando o que vi, ouvi e apurei, além dos documentos nos quais me escorei profissionalmnente.

Obtive informaões sobre o IBGF como uma instituião sempre disposta a apoiar pessoas e/ou instituiões que combatem, por qualquer meio, a proliferaão do crime organizado, notadamente o do tráfico de drogas.

O que me leva, por este e-mail, a procurar contato com o IBGF é a preocupaão de que as pessoas denunciadas e presas, passado algum tempo, estão se rearticulando. Uns, porque cumpriram os primeiros anos de suas penas, outras face à não-condenaão e ainda porque os fatos que ensejariam condenaões não foram amplamente divulgados. É o que penso em fazer com a publicaão de um livro, esmiunçando aquilo que a imprensa divulgou an passant.

O que quero do IBGF, além de um contato, é um mínimo de orientaão. Se possível, por favor, me respondam a este e-mail. Meu endereço é: tiao.maia@ac.gov.br –

Aguardo contato.

Atenciosamente,

Tião Maia

PS:Em anexo, um pouco do que escrevemos sobre o assunto.

TRE demora em julgar processo sobre “Operaão Marmitex”

Ex-deputado Hildebrando Pascoal pode ser beneficiado com prescrião de crime eleitoral

Tião Maia-Especial para o Página 20

Politizado e influente, o deputado federal cassado Hildebrando Pascoal era um homem de trânsito livre até setembro de 1999, quando foi cassado e preso sob a acusaão de liderar uma das maiores quadrilhas do crime organizado de que se tem notícia no país.

Apesar de confinado na cela de número 25 da penitenciária federal da “Papudinha”, em Rio Branco, o ex-deputado, ao que tudo indica, ainda mantém alguns nacos de poder em instituiões como o TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

A influência do preso é tamanha que um processo em que ele é acusado e que depende do julgamento dos juízes do TRE simplesmente não anda.

O processo é o que trata da chamada “Operaão Marmitex”. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, autor da denúncia, a operaão consistia na distribuião de dinheiro e cocaína em troca de votos, na campanha eleitoral de 1998.

Naquela eleião, Hildebrando Pascoal foi eleito o segundo deputado federal mais votado no Estado e seu irmão, Cosmoty Pascoal, o campeão de votos para a Assembléia Legislativa. A operaão envolvida vários traficantes da chamada “Baixada do Morro do Marrosa”, como é conhecida uma área de tráfico que vai desde a chamada “Ladeira do Bola Preta” até o final da rua Rio Grande do Sul, nos bairros Aeroporto Velho, Terminal, Sobral e Baía.

Por este crime, Hildebrando Pascoal e vários homens de seu bando foram condenados a 14 anos de prisão. A condenaão partiu do juiz da Primeira Zona Eleitoral de Rio Branco, em primeira instância.

Os advogados do ex-deputado recorreram à segunda instância - no caso, o TRE. Para que o processo tivesse sua tramitaão garantida, o Ministério Público Eleitoral deveria emitir parecer a favor ou contra o recurso dos advogados. O parecer foi emitido no dia 21 de agosto de 2000, pelo procurador Marcus Vinícius de Aguiar Macedo, recomendando a manutenão da condenaão. A partir disso, não haveria razão jurídica para que o processo não subisse para o devido julgamento.

A demora do julgamento preocupa o Ministério Público Federal. É que os crimes pelos quais Hildebrando Pascoal foi condenado prescrevem em 12 anos. Como datam de 1998, significa dizer que já se passaram quase cinco anos. Por se tratar de um caso em que fatalmente haverá recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se for mantida a lentidão, o processo só deve ir a julgamento em Brasília às vésperas da prescrião. “Todo e qualquer tempo perdido prejudica o processo”, disse ontem o procurador Marcus Vinícius de Aguiar Macedo.

O responsável pela lentidão do processo é ninguém menos que o advogado Carlos Pompeo, juiz eleitoral indicado para o cargo na cota constitucional da seão local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

O advogado já concluiu os dois anos no exercício do cargo e acaba de ser substituído pelo colega Gerson Vilela, também indicado pela OAB. Carlos Pompeo cumpriu seu mandato sem julgar o processo de Hildebrando Pascoal. O juiz ficou conhecido por ter sido o relator do processo em que o advogado Ruy Alberto Duarte pediu a impugnaão da candidatura do governador Jorge Viana na campanha eleitoral do ano passado, cuja sentença - a favor do pedido - saiu em tempo recorde.

O juiz federal Pedro Francisco da Silva, corregedor do Tribunal Regional Eleitoral, votou contra a impugnaão e chegou a denunciar ao TSE ter encontrado as impressões digitais dos operadores do crime organizado dentro do TRE. O TSE revogou a decisão de Carlos Pompeo e de outros cinco juízes do TRE acreano.


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