São Paulo,  
Busca:   

 

 

Cultura

 

ITÁLIA: toma posse o novo presidente da Itália.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF,11 de maio de 2006.

Pelas regras, o presidente Carlo Azeglio Ciampi deixa o cargo na segunda 15 e o seu sucessor, Giorgio Napolitano, faz o juramento às 17 horas e assume a chefia do Estado.
Na quarta 17 ou na quinta 18, será apresentado no Senado, para a colheita do chamado "voto de confiança, o novo Conselho de Ministros, com Romano Prodi na função de primeiro ministro (chefe do governo). ................................

..........................

IBGF, 10 de maio de 2006, às 10,40 horas.
Editorial.

No terceiro dia de votações, depois dos quatro escrutínios dos dias 8 e 9, o senador vitalício Giorgio Napolitano foi eleito chefe de governo, com 543 votos.

Napolitano será o 11.presidente italiano. Foi aplaudido por 9 segundos depois da proclamação e falou que irá defenser a Constituição.

Compareceram os 1.010 votantes legitimados, ou seja, 630 deputados, 322 senadores e 58 delegados regionais. A votação começou às 10 horas, marcada no relógio da sede da Câmara, Palazzo Montecitório, palco da eleição. Como se tratava do quinto escrutínio, caíra a obrigatoriedade dos 2/3 de votos (674) e bastava a maioria absoluta: 506 votos.

Napolitano com 543 votos contabilizados fez disparar os sinos do relógio do Montecitório, no tradicional aviso de presidente eleito: tipo “habemos Papa e fumaça branca da Capela Sistina.

Toda a coalizão de centro-esquerda comandada por Romano Prodi, L´Unione, descarregou os seus 540 votos em Napolitano. Os outros três votos vieram de eleitores desgarrados e ainda não identificados.

A Casa das Liberdades, com a Forza Itália incluída, votou em branco. O ex-premier Sílvio Berlusconi anunciou ter dado o seu “não” a Napolitano e os seus seguidores alertaram que farão pesada oposição ao chefe de Estado (Napolitano) e ao futuro chefe de governo Romano Prodi, que será o primeiro ministro.

A direita e o centro direita, reunidos na coalizão chamada Casa das Liberdades, não esperavam que a L´Unione, conseguisse reunir todos os seus 540 votos e sufragar Napolitano. Até ontem, existiam alguns resistentes, que preferiam Massimo D´Alema. E D´Alema obteve 10 votos.

Napolitano era senador vitalício, ou melhor, daqueles que a Constitução da República premia, --sem necessidade de voto popular--, pelos relevantíssimos serviços à Pátria. Já foi ministro do Interior e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da União Européia.

Aos 81 anos de idade, Napolitano, ao tempo do falecido Berlinguer, era do extinto Partido Comunista Italiano (PCI). O então PCI era independente, ou melhor, não seguia a linha e a orientação de Moscou.

Depois de 7 anos da importante presidência de Azeglio Ciampi, a Itália terá Giorgio Napolitano. Trata-se de um intelectual honrado e de muito respeito.

Pano rápido: na chefia do governo estará Napolitano bem afinado com o futuro premier Romano Prodi. Mais ainda, a Itália se livrará das fanfarronices, incompetência e mediocridade de Sílvio Berlusconi e dos seus aliados fascistas e separatistas padanos.

Como já se sabe faz tempo, as tropas italianas, enviadas em face do sabujismo de Berlusconi, serão retiradas do Iraque, como prometido pela L´Unione. Em outras palavras, a Itália abandona o perfil filo-americano e toma uma via independente, como na Espanha.

Bons ventos. ......................... IBGF,10 de maio de 2006, às 10 horas.

Com 543 votos, Napolitano é o novo chefe de Estado.

A União votou em peso no seu candidato: 540 votos. Três votos vieram de fora de coalizão de centro esquerda vencedora.

O ex-premier Berlusconi e aliados votaram não e prometem dura oposição. Foram 1010 votantes, ou seja, 630 deputados, 322 senadores e 58 delegados. Como se tratava do quinto escrutínio (os dois anteriores ocorreram na segunda e terça, dois a cada período do dia) bastava a amioria de 506 e não mais os 2/3. E Napolitano teve 543 votos.

Os adéptos da Casa das Liberdades (centr-direita) e os filiados ao partido da Forza Italia votaram em branco: 347 votos.Os demais votos foram os seguintes: Bossi (Liga Norte) 42 votos, Berlusconi 5 votos, D´Alema (esquerda 10 votos), Ferrara 7 votos, Gianni Letta 6 votos, Pininfaria 3 votos.

Foram 14 votos nulos, 10 dispersos e 3 para o prefeito de Trieste.

Com o presidente eleito como chefe de Estado, começa-se a formação da chefia de governo e o primeiro ministro, por força da maioria obtida na eleição de abril, será Romano Prodi.

Em resumo. A Itália se renova e consegue se livrar de Sílvio Berlusconi e seus aliados neofacistas e separatistas. ................... Retrospectiva.

IBGF, 9 maio de 2006. Roma, 15,40 hs (Brasil10,40hs). Sem acordo, Itália prossegue sem eleger presidente. Espera-se para amanã, 10 de maio, uma definição.

Berlusconi, ex-premier, anuncia que sua coligação (Casa das Liberdades) não votará em Giorgio Napolitano.

O neofascista e ex-vicepremier Gianfranco Fini fecha com Berlusconi, ou seja, nada de Napolitano, ex-comunista. A Liga Norte (separatista) do direitista Bossi entra com candidato próprio, ou seja, o próprio Bossi.

Resultado do segundo escrutínio desta terça feira: 724 brancos, 38 votos para Bossi, 35 para D´Alema e 15 para Napolitano.

Novo nome poderá aparecer, na busca de consenso. Volta-se a se falar em Giuliano Amato, ex-ministro das finanças.
...........
Napolitano coloca voto na urna de vime do Palazzo Montecitório (sede da Câmara).


IBGF,9 de maio de 2006, às 8,30 horas (11,30 hs de Roma).

*Wálter Fanganiello Maierovitc para Terra Magazine e IBGF.

A votação da parte da manhã frustrou os italianos. Para supresa geral, a coligação liderada por Romano Prodi (L´Unione) não apresentou o nome do senador Giorgio Napolitano para concorrer.

Como os acordos não tinham sido fechados na noite de ontem e madrugada de hoje, a coligação L' Unione apenas colocará o nome de Napolitano no escrutínio da parte da tarde.

O nome de Napolitano não é aceito pela Liga Norte, partido separatista da ultra direita, dirigido por Bossi.

O ex-premier Sílvio Berlusconi, que comanda a coligação Casa das Liberdades (centro direita) ainda não se convenceu em apoiar Napolitano, um ex membro do antigo Partido Comunista.

Na parte da manhã, a votação apresentou resultado igual ao de ontem, segunda feira. O candidato da Casa das Liberdades, Gianni Letta, repetiu os 369 votos. No total, foram 438 votos brancos. Massimo D'Alema, de esquerda e também ex-comunista, repetiu os 27 votos.

Na Itália, são 1010 votantes, ou seja, 630 deputados, 322 senadores e 58 delegados regionais.

Em cada uma das três primeira votações são necessários 2/3 dos votos: 674 votos.

Até agora ocorreram duas votações, a primeira na segunda feira (8 maio) e a outra na manhã desta terça feira 9.

Na hipótese de não alcançados os 2/3 dos votos no terceiro escrutínio (hoje na parte da tarde), para a quarta votação valerá com maioria absoluta, isto é, 506 votos.

Os trabalhos são presididos pelo presidente da Câmara, Fauto Bertinotti. Há uma cabine secreta, onde o chamado pelo presidente vota. A cédula é colocada numa urna de vime, verde e dourada.

Numa adaptação ao estilo Capela Sistina (eleição do Papa), os sinos do relógio do Palazzo de Montecitório (sede da Câmara onde se realiza a eleição) disparam, caso eleito o presidente.

Nesta terça de manhã, o relógio de Montecitório permaneceu silencioso.

..................................

...........................

Napolitano ao lado do presidente Ciampi


IBGF, 8 de maio, às 15,40hs.

OLHO.

Depois do primeiro escrutínio, surge, pela esquerda, um outro nome, o do senador vitalício (por mérito) Giorgio Napolitano. A Unione (liderada por Romano Prodi) já fez a proposta e a Casa das Liberdades (conduzida pelo ex-premier Sílvio Berlusconi). D`Alema sai de cena, depois de 27 votos.
Para se eleger presidente o candidato terá que ter 674 votos (2/3)
No primeiro escrutínio, a fumaça foi escura, ou seja, a Itália ainda não tem presidente. Foram 438 votos em branco. Gianni Letta, candidato do ex-premier Berlusconi teve 369 votos. Massimo d´Alema, que tem o apoio da esquerda e as oposições do centro direita e da Igreja Católica (influente na Itália) teve apenas 27 votos.
A Itália começou nesta segunda feira a escolher, por meio dos seus Parlamento, o seu novo presidente da República.
O partido vencedor da última eleição (Unione-centro-esquerda) busca um consenso, pois o país está divido.
Por fora, corre Giorgio Napolitano: intelectual de centro esquerda, ex-ministro do Interior, antigo presidente da Câmara dos deputados, ex-membro da comissão de constituição do Parlamento da União Européia e senador vitalício por mérito. MATÉRIA

No primeiro escrutínio, a fumaça foi escura, ou seja, a Itália ainda não tem presidente. Foram 438 votos em branco. Gianni Letta, candidato do ex-premier Berlusconi teve 369 votos. Massimo d´Alema, que tem o apoio da esquerda e as oposições do centro direita e da Igreja Católica (influente na Itália) teve apenas 27 votos.
A Itália começou nesta segunda feira a escolher, por meio dos seus Parlamento, o seu novo presidente da República.
O partido vencedor da última eleição (Unione-centro-esquerda) busca um consenso, pois o país está divido. Por fora, corre Giorgio Napolitano, intelectual de centro esquerda e já ex-ministro do Interior. ..........................

IBGF,8 de maio de 2006, às 12 horas.

A Unione (centro-esquerda) vencedora na última eleição e que conduzirá o professor Romano Prodi ao cargo de primeiro ministro está procurando um candidato de consenso com a Casa das Liberdades, que reúne o centro e a direita.

Isso tudo porque, na última eleição, o país saiu dividido, com a Unione vencendo por uma margem mínima de votos.

O preferido da esquerda é Massimo d´Alema, que não é aceito pela direita. Quanto ao preferido de Lúxúria, - a drag-deputada do partido da Refundação Comunista-, não irá mais concorrer: o ex-presidente da Câmara, Pier Ferdinando Cassini, da Foraza Itália (centro-direita).

...............
RETROSPECTIVA

IBGF,5 maio de 2006.

www.vlademirluxuria.it




A drag-deputada Luxúria já escolheu

Vladimir Luxúria, drag eleita em abril, já abriu seu voto para a eleição de segunda-feira próxima (8 maio de 2006), onde deputados e senadores escolherão o novo presidente italiano. Como se tivesse recebido uma flechada de Cupido, Luxúria declarou que vai votar no mais belo deputado, ou seja, em Píer Ferdinando Casini, ex-presidente da Câmara e deputado pela direitista Forza Itália.

Luxúria, deputado(a) pelo Partido da Refundação Comunista, explicou a razão da sua preferência: "Fui golpeada: ele apertou-me a mão dizendo-me que, embora tivéssemos ideologias políticas diferentes, apreciou muito o meu estilo durante a campanha eleitoral".

Na segunda 8, a Itália poderá ter um novo presidente da República. A escolha será feita pelos parlamentares, em sessão que reunirá a Câmara e o Senado. Pela Constituição italiana, competirá aos recém-eleitos deputados e aos senadores a escolha do presidente da República. Votarão, também, os senadores vitalícios, titulares de cadeiras reservadas aos ex-presidentes e às personalidades com relevâncias serviços ao país.

A grande surpresa ficou por conta do atual presidente, Carlos Azeglio Ciampi. Ele deu um "ciao" à reeleição, declinando dos insistentes convites da direita, do centro e da esquerda para permanecer por mais sete anos na presidência. Vale dizer, Ciampi seria candidato único. Ao declinar, Ciampi deu uma lição de estadista, do alto dos seus 81 anos de idade. Em resumo, frisou: a Itália não é uma Monarquia, onde alguém possa ficar 14 anos como chefe de Estado. Nada de reeleição, que não é da tradição republicana e, portanto, não pode ser quebrada. Nenhum dos nove presidentes italianos tentou se reeleger.

O certo é que o "ciao" de Ciampi mantém a Itália dividida, pois, na eleição de abril, foi pequena a diferença entre as coligações lideradas por Romano Prodi (vencedor pela União) e o ex-premier Sílvio Berlusconi (Casa das Liberdades).

No momento, Berlusconi e Prodi buscam nomes para a disputa de segunda-feira próxima. Dentre os cogitados estão: Giulio Amato (centro e direita), Massimo d´Alema (centro-esquerda) e Franco Marini (esquerda e que acaba de ser eleito presidente do senado) e Pier Ferdinando Cassini, que partiu o coração da drag-deputada Luxúria: "È il più bello".

.....................
...............

IBGF,28 de abril de 2006.

*texto Wálter Fanganiello Maierovitch.

Luxúria de coração partido.


Nesta sexta (26 de abril de 2006) assumirá a cadeira na Câmara Italialiana (Montecitorio) Vladimir Luxúria, ou melhor o deputado Wlademiro Guadagno, nascido em Foggia. O nome artístico é Vladimir Luxúria e os italianos assim conhecem a drag-deputada, como vem sendo chamada.

O clima no Parlamento italiano (Senado e Câmara) é dos piores, pois Giulio Andreotti , condenado por assoicação mafiosa e com a prescrição do crime reconhecida, poderá se tornar presidente do Senado. Andreotti já foi sete vezes primeiro ministro e é senador vitalício.

Andreotti está com 81 anos de idade.
..............
...............

IBGF, 27 de abril de 2006.

*texto Wálter Fanganiello Maierovitch

Vladimir Luxúria, 41 anos de idade, e outros quatro candidatos tiveram as suas cadeiras confirmadas na nova Câmara italiana de deputados. Todos foram eleitos pelo partido de centro-esquerda, liderado pelo professor Romano Prodi, futuro primeiro ministro. Luxúria, duante a campanha, foi atacada pelo premier Sílvio Berlusconi, que começa a arrumar as malas para deixar o Palazzo Chigi.
..........................................

....................................

RETROSPECTIVA

Luxúria em foto da ANSA e quando em campanha.



IBGF4abril de 2006

. *por Wálter Fanganiello Maierovitch.

Vladimir Luxúria é o pseudônimo de um conhecido gay italiano, que se lançou candidato ao Parlamento e concorre pelo partido da "Refondazione Comunista".

Luxúria acaba de protestar contra Berlusconi. Segundo Luxúria, o premier Berlusconi, no começo da campanha eleitoral, criticava a sua orientação sexual e dizia não haver lugar para um gay no Parlamento.

Ainda segundo Luxúria, o premier mudou discurso. Agora mente, ao "acusá-la de distribuir cigarros de maconha na campanha".

O protesto de Luxúria está em todos os jornais italianos.

No término do último debate televisivo, acertado com a adoção do sistema norte-americano (perguntas por jornalistas sorteados aos dois candidatos a primeiro ministro e tempo de réplica), Berlusconi e Prodi trocaram ofensas.

Berlusconi, que tem como tática no debate despejar uma quantidade fabulosa de dados estatísticos, --sobre os mais diferentes temas---, foi chamado por Prodi de mentiroso: "como um bêbado que se segura num poste", numa referência aos dados que procura atropelar o opoente.



Depois de chamado de mentiroso que usa em debate dados falsos, Berlusconi reagiu disse que Prodi tinha fisionomia de padre bonzinho e que era usado pelos comunistas dos partidos da sua colaizão. As eleições italianos serão realizadas nos dias 9 (domingo) e 10 (segunda) de abril próximo (2006).

Pelas pesquisas feitar por agências italianas, Prodi está na frente. Para uma contratada agência norte-americana, é Berlusconi o vencedor.

A empresa de dados norte-americana trabalha como se a eleição italina seguisse o modelo dos EUA, com dois partidos. Assim, se um pesquisado afirmar que votará no candidato de centro-esquerda, mas~ainda tiver dúvida na escolha do partido de esquerda que faz parte da coalizão, o voto é colocado na tabela dos indecisos: deveria ser contado em favor do centro-esquerda, pois não há dúvida que não votará no centro-direira.

Pela primeira vez, o jornal italiano Corriere della Sera, o mais lido e de maior tiragem na Itália, declarou, em editorial, considerar Romano Prodi o melhor candidato para a Itália.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet