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LSD: completou 100 anos de idade o pai (descobridor) do ácido lisérgico.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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O pai do LSD, Albert Hofmann, completou 100 anos vida em 11 de janeiro de 2006. Em 1938, num laboratório suíço da Basiléia, Hofmann conseguiu sintetizar quimicamente a mais potente das drogas alucinógenas, ou seja, o ácido lisérgico dietilamida. Essa potente droga descoberta pelo centenário Hofmann atua no cérebro e produz perturbações psíquicas. Por exemplo, alucinações visuais ou auditivas que podem trazer boas ou más viagens.

Albert Hofmann, pai do LSD, completa lúcido 100 anos de idade (11/01/2006).


Em entrevista que acaba de ser publicada pelo The New York Times, o lúcido Hofmann frisou que o LSD foi usado por dez anos na psicanálise e chegou a ser chamado pelo presidente da Confederação Helvética, na Suíça, de "o notável explorador da consciência humana". Como lembrou na entrevista ao New York Times, a pesquisa do LSD foi logo abandonada, porque nos testes com animais não causava reações de interesse.

Passados cinco anos, e sem querer, uma gota de LSD caiu na mão de Hofmann. Foi quando ele experimentou perturbações e descobriu que a droga era especial, pois age "na consciência do ser humano e o distingue dos demais animais". Recordou Hofmann que, no início, pensou ter chegado quimicamente ao princípio ativo da mescalina, substância natural usada pelos indígenas mexicanos como inibidora de dor. Após algumas experimentações pessoais, com acompanhamento médico, Hofmann constatou haver chegado a uma nova droga química, causadora de efeitos perturbadores no cérebro.

Hofmann ressaltou estar decepcionado com a proibição do emprego LSD para fins médicos-terapêuticos. Advertiu nunca ter usado o LSD para fins recreativos, lúdicos. Ao chegar aos 100 anos de idade, Hofmann é saudado por todos e define o LSD como "remédio para a alma, que ajuda nas terapias médicas".

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RETROSPECTIVA: 10 de janeiro de 2006

Na quarta feira, 11 de janeiro de 2006, Albert Hofmann completa 100 anos de idade.

Hofmann é o químico suíço que elaborou, num laboratório na Basiléia, o LSD- Ácido Ligérgico Dietilamide. É chamado "pai" dessa substância sintética alucinógena (perturbadora).

O centenário Hofmann descobriu a mais potente das drogas alucinógenas feitas em laboratórios, ou melhor, um composto químico que não tem origem em substância natural.

De Berna, o presidente da Confederação Helvétiva, Moritz Lauenberger, enviou um telegrama com cumprimentos efusivos pelo natalício de Hofman.

Por outro lado, o jornal The New York Times acaba de publicar uma entrevista com Hofman, que goza de boa-saúde mental e plena lucidez.

. Na carta, o presidente helvético qualifica o químico Hofman como um "notável explorador da consciência humana".

O pai do LSD é suíço e vive, há anos, próximo à cidade suíça da Basiléia.

Ao jornal New York Times, ele afirmou que o LSD é um produto especial. Isso porque age na nossa consciência e, dessa maneira, distinge os seres humanos dos outros animais, que não reagem a esse químico. Ou seja, destacou isso porque os testes que fez com animais não deram resultado.

Lembrou que o fato de os animais não apresentarem reação ao LSD levou a suspensão das experiências em 1938, quando chegou ao Lysergic Acid Diethykamide.

Passados alguns anos, Hofman, estava manipulando o ácido (LSD) quando uma gota da substância caiu na sua mão. Isso provocou-lhe estranhas sensações e visões. Depois de 3 dias resolveu provar a substância e constatou pessoalmente os seus efeitos no cérebro.

A entrevista ao New York Times foi realizada na sua casa e dada ao jornalista Craig Smith, que explicou que Hofman tem limitações físicas, mas não mentais. Ao jornalista contou toda a sua infância e experiências de vida.

Hoffman narrou que começou a trabalhar com a busca de sintetizar, --quimicamente e em laboratório--, os princípios ativos contidos em plantas e fungos.

Nesse trabalho e em estudos, Hofmann conseguiu produzir importantes medicamentos como, por exemplo, os usados para impedir hemerrogagias nos recém-nascidos.

Como frisado acima, experimentou o LSD descoberto e achou que tinha o mesmo efeito da mescalina, usada pelos indígenas mexicanos como inibidor de dor física.

Na companhia de um seu amigo,-- escritor alemão Ernst Junger---, tomou a droga. Ambos sob a assistência de um médico. Isso ocorreu em 1951. Cada um deles ingeriu 0,05 mligramas de LSD.

Hofmann contou ter tomado a droga várias outras vezes. Em apenas uma delas teve uma "má viagem".

Esclareceu, ainda, que havia curiosidade de experimentar ao depos da descoberta casual. Friosu, no enatnto, "isso já faz muito tempo. Conheço o LSD e não mais necessito tomá-lo".

O químico Hofmann chama o LSD de "remédio para a alma e afirma ter ficado desiludido com a sua proibição, depois de 10 anos de uso com sucesso pelos psicoanalistas"

Ressaltou que defende o uso terapêutico-medicinal e não o lúdico-recreativo. Define como criminoso o uso sem controle médico. "Deveria o LSD ter o mesmo tratamento dado para a morfina, que é liberada para fins medicinais"


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