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FORA DO FUTEBOL: continua a discriminação argentina

Por IBGF/WFM

Lamentável. Os atletas colombianos foram chamados, ´pelos torcedores argentinos e durante o campeonato panamericano de patins, de traficantes de cocaína e de terroristas sanguinários.

BAENA: campeã insultada no pódio.
O pior momento ocorreu quando da premiação. Ao subir no pódio de campeã, a jovem atleta CECÍLIA BAENA foi vaiado e ouviu refrões de traficante e terrorista.

Para os torcedores argentinos presentes na competição sediada no balneário de Mar del Plata, todo o colombiano é narcotraficante e terrorista. Partiram para a generalização, em face dos problemas colombianos com as guerrilhas e os cartéis de narcotraficantes

O presidente da Federação Colombiana de Patins apresentou, formalmente, dois protestos. Um dirigido aos organizadores do panamericano e outro à Confederaçao Internacional de Patinação.

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RETROSPECTIVA.

RACISMO DE CHUTEIRAS E COM TORCIDA ORGANIZADA.

Grafite: vítima de racismo durante uma partida.


Nas torcidas e dentro das quatro linhas dos estádios espalhados pelo planeta, a preocupação com a bola vem sendo substituída pelo preconceito de raça, cor e origem.

A torcida da Lazio deu o pontapé inicial das discriminações e começou por exteriorizar sua revolta irracional contra os seus próprios jogadores. Coincidência ou não, a Lazio era a esquadra do coração do fascista Benito Mussolini.

Com muita velocidade e furor bárbaro, o racismo passou a ser sentido em diferentes campos da Europa e da América do Sul. O goleiro Dida, do Milan, foi alvo de recentes disparos realizados com rojões. Cafu, da mesma esquadra lombarda, já cansou de ser ofendido em campo por jogadores adversários e por torcedores.

Outra coincidência, o movimento fascista foi fundado em Milão, em 23 de março de 1919, durante uma reunião organizada por Mussolini.

Na Alemanha, jogadores negros são hostilizados pelas torcidas, a demonstrar que o neonazismo precisa continuar vigiado.

Um bom exemplo foi dado, nesta quarta-feira (13 de abril de 2005), pelo presidente da Confederação Sulamericana de Futebol, o paraguaioi Nicolas Leos. Dentro das dependências do 34ª. Distrito Policial, Nicolas avisou: o zagueiro Leandro Desábato, da equipe do Quilmes, não joga mais a Taça Libertadores da América.

Desábato repetiu, no Brasil, o que já havia feito na Argentina com o centroavante Grafite, do São Paulo. Sem saber que a genética desmontou a teoria do racismo, de modo a comprovar que a espécie humana não se classifica em raças, Desábato ofendeu Grafite, com expressões impublicáveis e reveladoras de discriminação racial.

Na delegacia de polícia, depois de ser preso em flagrante em face de representação de Grafite, confirmou as ofensas e alegou não saber que praticara crime e de a nossa Constituição repudiar expressamente o racismo, ao cuidar dos princípios fundamentais da nossa República.

Não importa se o argentino deverá ou não ficar preso e o longo tempo de duração do processo criminal, com réu residente em outro país. O importante é que o bom exemplo de reação foi dado.


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