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MACONHA EM COMPRIMIDOS nas farmácias e hospitais de Barcelona.

Por IBGF/Jornal do Terra





A partir do próximo mês de março, sessenta (60) farmácias de Barcelona, na Espanha, irão vender cápsulas de marijuana (maconha), sob prescrição médica.
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É a primeira vez no mundo que maconha em drágeas será vendida em farmácias.

Na Holanda, desde setembro de 2003, a maconha terapêutica é comercializada para infusão (chá), ou seja, em saquinhos iguais ao de chá-mate e, também, a venda é condicionada à apresentação de receita médica.

Aliás, na embalagem está o alerta para não se fumar a erva que está dentro da embalagem (nos saquinhos). E consta, ainda, aviso a respeito de problemas à saúde causados pelo consumo de cigarro de maconha.

O projeto de Barcelona (maconha teratêutica em drágeas) é experimental, com prazo de duração de um ano. Caso aprovado, a venda será autorizada em todas as farmácias da cidade.

Por enquanto, além das sessantas farmácias, a maconha em comprimidos será encaminhada para quatro hospitais de Barcelona e os seus médicos poderão receitá-la aos pacientes internados ou em tratamento ambulatorial

. O projeto de Barcelona é uma iniciativa do Colégio de Farmacêuticos da Comunidade da Catalúnia.

Na exposição de motivos do referido projeto está escrito que o ele representa um "Ato de Responsabilidade Social".

A responsabilidade social, segundo o projeto, deriva do fato de portadores de doenças graves estarem comprando a erva canábica no mercado clandestino, sem controle médico e sanitário.

Os usuários mais freqüentes são os portadores de câncer, esclerose múltipla, parkinson e Hiv-Aids. Igual escopo humanitário inspirou a autorização da venda da erva (para chá) nas farmácias da Holanda. Na ocasião, cada doente pagava, --no mercado clandestino--- US$250 por trezentos gramas. Nas farmácias holandesas, os mesmos trezentos gramas sai por US$150.

No Canadá, pela Legislação de 27 de agosto de 2004, o próprio governo cultiva a maconha e disponibiliza aos pacientes, mediante a apresentação de recita médica.

A reclamação de pacientes, no Canadá, é que a "maconha oficial" é de pior qualidade que a vendida no mercado clandestino.

Convém lembrar que no início dos anos 90, as farmácias norte-americanas vendiam o composto chamado "Dysmenine". Era fabricado no estado do Missouri. Na bula constavam indicações para cãibra e cólica menstrual. O tal composto foi apreendido um ano depois de lançado na praça.

É importante lembrar que a "cannabis" possui propriedades terapêuticas, até nos componentes que não possuem propriedades psicotrópicas. Portanto, proibir o uso médico-terapêutico é uma estupidez. E essa proibição, para muitos, é justificado em nome da militarização do combate às drogas. Ou seja, em nome da falida "war on drugs" (guerra às drogas), que propõe a erradicação da cannabis de todo o planeta.


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