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PAVAROTTI. Aparece o terceiro e diverso testamento.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

2 de outubro de 2007.
Casamento de Pavarotti com Nicoletta.


Lorenza, Cristina e Giuliana, são as três filhas do primeiro casamento de Luciano Pavarotti com Adua Veroni, celebrado em 29 de abril de 1961.

Nascido em Modena em 12 de outubro de 1935, Big Luciano faleceu no amanhecer de 6 de setembro passado.

O segundo casamento foi com Nicoletta Mantovani, 30 anos mais nova e sua ex-secretária. Ela ficou grávida de gêmeos em 2003. Uma das crianças faleceu durante o parto e se chamaria Ricardo. A outra é a pequena Alice.

As três filhas do primeiro casamento do saudoso Big Luciano tiveram um comportamento ético impecável.

Elas disseram que não iriam litigar em juízo com relação ao testamento deixado pelo pai e cumpririam exatamente a sua vontade. Suas idades, 44, 42 e 39 anos.

As três testemunharam o desgastante litígio judicial entre os pais, --Pavarotti e Adua--, que postulou indenização pelos anos de casamento. O processo terminou em acordo, que dizem milionário.

Logo depois da morte de Pavorotti, e segundo as leis da Itália e dos EUA, os tabeliões anunciaram publicamente as aberturas dos testamentos do magistral tenor.

Os testamentos de Modena (terra natal de Pavarotti) e de Nova York tinham disposições diversas sobre a partilha de bens, a envolver as quatro filhas (três do primeiro casamento) e a segunda esposa Nicoletta.

Daí, as especulações a respeito de litígio, que até agora não ocorreu. De se acrescentar a supracitada posição das três filhas mais velhas.

Hoje, para surpresa, a Tg1 (televisão privada italiana) mostrou o terceiro e último testamento atribuído a Pavarotti. Este escrito de próprio punho, datado de 4 de setembro de 2006, quando já sabia da doença irreversível e sentia os seus efeitos, como se notou pela caligrafia.

O último testamento, no que toca à divisão e partilha dos bens, diverge substancialmente dos outros dois, ou seja, dos chamados testamentos “modenese” (Modena) e americano.

. O teor é o seguinte, numa tradução livre:
-“ Eu, abaixo assinado, Luciano Pavarotti disponho o quanto se segue para o tempo no qual terminei de viver. Deixo à minha mulhe Nicoletta Mantovanni a minha compelta participação na sociedade Sporting Due srl. E a minha propriedade inteira situada em Pesaro (cidade italiana), na localidade de San Bartolo.

Como se percebe todos ficaram muito bem. Às cotas da pessoa jurídica, Sporting Due srl, garantirão os direitos autorais para a viúva. Além disso, apartamento e um valioso acervo de obras de artes.

PANO RÁPIDO Tantos bens, no entanto, não compensam a perda de Pavarotti, pai extremoso e bom caráter. No particular, recordo o “post” sobre o problema com o Fisco italiano (conflito de interpretação a envolver atividades nos EUA e Itália). Ao invés de discutir, ele procurou o ministro das Finanças e entregou um cheque. Depois disse, devo tudo à Itália e jamais discutirei valores dados como devidos.


Wálter Fanganiello Maierovitch.


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