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Concurso de Beleza. Mais polêmicas.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

25 setembro 2007.



ROMA. “Chutar o pau da barraca”, virou expressão muita usada no Brasil. Por aqui, aquele que costuma “chutar o pau da barraca” recebe um designativo mais forte: “rompicoglioni”. Quando tem mulher na conversa, o “rompedor de culhões” transforma-se em “rompiscatole”, ou seja, rompedor de caixas.

Pois bem, os “rompicoglioni” perderam a paciência com a Rai 1, ou melhor, com o primeiro canal da rádio e televisão italiana. As críticas começaram no domingo,quando eleitas 30 finalistas, e prosseguiram na madrugada de hoje, quando foi escolhida a “Miss Itália”. Nada contra a natural de Verona, -- terra de Romeu e Julieta--. A fúria era com relação ao concurso, que segue regulamento imposto pela Rai-. Resumindo, os “bum-buns” viraram problemas.

Faz 68 anos que o concurso de “Miss Itália” existe e gera polêmicas. Ou melhor, um “imbroglio” sempre acontece.

Por exemplo, o título de “Miss Itália” já foi tirado da belíssima Mirca Viola.

O motivo foi ter MircaViola omitido a informação de que era casada e tinha um filho de dois anos de idade.

No ano passado, pela primeira, uma negra venceu o concurso de “Miss Itália”. A vencedora foi Denny Mendez. Um mulherão de 1,80 de altura, 18 anos e nascida em Santo Domingo, na República Domenicana.

Como ela era italiana naturalizada, quase tomaram-lhe o título de “Miss Itália”. Depois de muita confusão, deixaram as discussões que só eram relembradas quando das aparições de Denny Mendez.

Hoje, até argentino naturalizado joga na seleção de futebol da Itália. E não devemos esquecer que Altafini (nosso Mazola, nascido na paulista Piracicaba, centroavante da Sociedade Esportiva Palmeiras, e campeão do mundo em 1958) naturalizou-se italiano e jogou na seleção da Itália.

No momento, o “imbróglio” é outro, como destacado acima. Repetindo: é sobre o bum-bum, as nádegas, das 30 finalistas, selecionadas no último domingo. Para os “rompicoglioni”, as finalistas, quando se apresentarem de maiô, deveriam ficar de frente e de costas para os jurados e telespectadores. No domingo passado, quando 30 foram selecionadas, um jurado estilista de moda bateu o pé. Ele disse que não votaria, na final, sem verificar os contornos glúteos. Mudou de idéia e acabou, na madrugada de hoje, votando.

Esse estilista queria das candadats giros de 360 graus. Diante da polêmica aberta, ou seja, mostrar ou não, a Maison Gattinoni não perdeu tempo. Vai contratar a candidata de “bum-bum” mais bonito e promover um desfile na famosa Piazza di Spagna. Mas, existe, ainda em efervecência, uma segunda questão polêmica por aqui. Na transmissão pela televisão, as nádegas deveriam ter sido mostradas paradas, em movimento, ou nada de glúteos nos vídeos.

A transmissão de domingo bateu recorde de audiência. Mais de 4,5 milhões de italianos sintonizaram a Rai-1. A transmissão da final do concurso deve ter alcançado altíssima audiência. Maisde de 50% de expectadores em casa, segundo projeções.

Sobre as nádegas, a Raí-1 não deu moleza. A tônica é que o concurso envolvia as famílias italianas. As candidatas deviam ser oas-filhas, ter escolaridade, demonstrar conhecimentos gerais, saber se comportar, etc.

Como disse um irônico diretor de TV de canal rival, as famílias italianas são, efetivamente, envolvidas no concurso, E concurso de “Miss Itália, para as famílias, é como ir à missa aos domingos, que exige muito recato.

PANO RÁPIDO. A Raí-1 só mostrou as candidatas de frente e de lado. Foi mantido o regulamento, ou seja, as candidatas só ficaram de frente para os jurados.

E os jurados não puderam deixar seus postos para uma inspeção ocular.

Houve censura ? Com a palavra, os leitores do blog.
Wálter Fanganiello Maierovitch.


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