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O Senado Federal e o Vaffanculo Day, do humorista europeu Beppe Grillo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

13 de setembro de 2007.

Beppe Grillo, em primeiro plano, de camisa quadriculada.


ROMA. Depois do resultado do processo administrativo contra Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar passei a me sentir um cidadão de república bananeira.

Envergonhado pelo Senado que temos. Pela despropositada. E, também, pelo clima de conventículo medieval para se tramar e se atentar contra o interesse público. Mais ainda, estou enojado com a defesa apresentada por Renan Calheiros, que adotou o estilo ameaçador de capo-mafioso.

Enquanto acompanhava pela internet as notícias da sessão-secreta do Senado, lembrei muito dos talentos do Jô Soares e do saudoso Silveira Sampaio. Cada um no seu tempo, eles desnudam, com ironia, a vida política nacional.

E pensei neles em razão do movimento global criado pelo humorista europeu Beppe Grillo, que lembra o Jô Soares, no físico e no brilhantismo: confira a foto deste post.

No domingo passado, com a praça Maggiore de Bologna lotada, realizou-se a 5ª.edição do Vaffanculo Day , que a população dedica aos políticos.

Esse movimento de cidadania já alcançou, como informa o jornal La Reppublica, Barcelona, Londres, Amsterdã, Dublin, São Francisco, Nova York e Chicago.

Como disse ontem o ministro Giuliano Amato, que ocupa a pasta do Interior e já foi primeiro ministro da Itália, o Vaffanculo Day é um sempre um útil chute dos cidadão no traseiro dos político.

No curso da manifestação do Vaffanculo Day, Beppe Grillo falou dos custos do Parlamento e do seu projeto de mudar a legislação. Ele descobriu que existem 23 criminosos no Parlamento, com transito em julgado. Três foram apanhados pela Operação Mãos Limpas (Manni Puliti) e, apesar de condenados definitivamente por corrupção, voltaram ao Parlamento.

Depois de propor a limitação do número de mandatos, isto para evitar o político profissional e garantir renovação, Beppe Grillo soltou uma frase, que foi repetida pela multidão que estava na praça. A frase era: -“Fora os mafiosos do Parlamento”.

No conversa com o brilhante jornalista Milton Jung, hoje no Justiça e Cidadania da CBN, acabei por revelar um desejo. Ou seja, o Jô soares poderia,-- com a assessoria da Lúcia Hipólito que entende tudo de política--, uma espécie do “Vaffaculo Day”. Isto para o cidadão brasileiro, -- como disse o supracitado ministro Giuliano Amato, poder dar um pontapé no fundilho de mau político.


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