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Lavadores. Clã controla e explora 300 pessoas.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

30 agosto de 2007.

lavador, em rua de Milão.


Confira o post acima para entender a “guerra” contra os lavadores de vidros de automóveis. Em resumo, na cidade italiana de Florença os lavadores estão impedidos de permanecer nas esquinas. Até o momento, 15 foram detidos e a policia e a guarda-metropolitana realizam intensa repressão.

Para o caso, a Junta Comunal de Florença, com maioria de membros de centro-esquerda, determinou ser caso de aplicação do artigo 650 do Código Penal, que prevê multa e três meses de prisão. Isto pela coação aos motoristas.

Diante da determinação, os policiais e guardas realizam prisões em flagrante.

Hoje, o jornal La Reppublica, -- o de maior tiragem e o mais vendido na Itália--, reservou as quatro primeiras páginas para o caso de Florença, incluída na matéria o problema da inconstitucionalidade do ato-adminisrativo da supracitada Junta Comunal: violação ao “princípio da igualdade”, segundo os constitucionalistas italianos ouvidos.

Um jornalista do La Reppublica, Sandro de Riccardis, -- o mesmo que se fingiu de lavador e soltava frases em romeno (ver post abaixo)--, descobriu, em Milão (não em Florença), um clã que coloca nas ruas mais de 300 lavadores, todos imigrantes clandestinos e sem emprego regular, evidentemente.

O chefão do clã é um romeno de 65 anos de idade. Seu nome, Pomaci Saban. Ele começou a controlar territórios e trouxe da Romênia, --para o trabalho de lavar vidros de automóveis nos semáforos, mais de 20 familiares--, entre sobrinhos e primos.

. Conforme descobriu o supracitado jornalista Sandro de Riccardis, hoje a rede milanesa de Pomaci Saban é composta por mais de 300 pessoas miseráveis.

Pomaci Saban, consoante a matéria publicada no La Reppublica, está em férias de verão na Romênia, num caro hotel de famoso balneário no Mar Negro. Em São Paulo, sabe-se que crianças “malabaristas” e velhos pedintes chegam às esquinas em veículos utilitários e, com hora certa, são apanhados para retornar à periferia, onde habitam.

Como se percebe, no Brasil como em vários outros paises, além dos graves problemas sociais, existe a questão criminal relativa à exploração e o desfrutamento de pessoas desfavorecidas.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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