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Ministros do STF trocam e.mails com assunto estranho ao procedimento em julgamento

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

24 de agosto de 2007.

Daumier: Le Gens du Justice.


Como faço todas as quintas feiras, rumei, por volta das 20.30 hs, à redação da revista Carta Capital.

Há sete anos faço isso, pois escrevo a coluna Linha de Frente pela Cidadania. Às vezes, elaboro um dos editorias (posição da Revista), frise-se, quando foi destaque na semana tema da minha especialidade.

Ontem, ao chegar à redação, o Mino Carta pediu para que escrevesse sobre o Supremo Tribunal Federal, com ênfase a eventual grampo telefônico,-- a violar a privacidade de quatro ministros--, e a troca de e.mails entre os ministros Ricardo Lewandovsky e Carmem Lúcia.

Peço licença para transcrever a matéria, no que toca ao bate-papo, com emprego de intranet, entre os dois supracitados ministros:
”E por falar em desrespeito, a OAB seção do Rio de Janeiro e o Conselho Federal dessa entidade soltaram duas notas lamentáveis.
Enquanto advogados e acusados eram desprezados pelos ministros Ricardo Lewandovsky e Carmem Lúcia, a OBB resolveu atacar a imprensa (jornal O Globo) por ter flagrado uma grave violação legal por parte dos ministros.
Os ministros supracitados trocavam mensagens eletrônicas sobre assunto estranho ao julgamento, enquanto os advogados sustentavam ter havido violação à ampla defesa por não constar da denúncia a exposição circunstanciada das imputações feitas pelo procurador-geral da República.
Carmem Lúcia e Lewandovsky em linguagem cifrada e computadores do Judiciário, especulavam sobre o sucessor de Sepúlveda Pertence, recém-aposentado. Em síntese, não prestavam atenção à sustentação oral da defensoria.
Portanto, reclamar das fotografias de telas de computadores mostradas em sessão pública é uma visão desfocada.
Os protestos da OAB deveriam ser contra o desrespeito aos advogados, por dois ministros”.


Vale acrescentar, -- nsta página do IBGF--, que a alegação de violação à privacidade, num contexto público, é piada.

Dá até para lembrar do caso da modelo Daniela Cicarelli que, numa praia em Cadis (Espanha), foi fotografada quando em prática sexual com o namorado. Aí, o tal namorado, sob alegação de violação à privacidade, ingressou em juízo, e perdeu , com pedido indenizatório.

Como sabem as areias de todas as praias espanholas, em Cadis o acesso à praia era público.

WálterFanganiello Maierovitch, 18 hs.


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