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Cultura

 

Nudez Congelada.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

20 agosto de 2007.

Aletsch, patrimônio da humanidade sob risco.


No domingo passado, o famoso fotógrafo norte-americano Spencer Tunick concluiu, nos Alpes suíços, as fotografias que motivarão a nova campanha do Greenpeace, de alerta em face do aquecimento global.

Depois de um longo percurso, 600 ativistas tiraram as roupas para as fotografias, isto com 10 graus negativos e 2.300 metros de altura.

Tunick afirmou que retratou “esculturas vivas”. Completamente nus, os ativistas-voluntários foram divididos pelo fotógrafo em dois grupos. Os integrantes do primeiro deitaram no gelo para as fotos, enquanto os do outro grupo ficaram em pé, como se fincados na neve.

A escolha do local, -- geleira do Aletsch nos Alpes suíços--, foi emblemática.

Aletsch é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco e perdeu, em dois anos, 115 metros da sua extensão, que era de 23 km.
A continuar o aquecimento produzido pelo homem a maior parte das geleiras do globo desaparecerão até 2080, afirmam os ambientalistas.

Com as fotos, procurou-se estabelecer uma co-relação simbólica entre a vulnerabilidade do corpo humano e a das geleiras que derretem e deslizam.

O fotógrafo Turick já mostrou, sempre baseado na idéia das “esculturas vivas”, vários grupos de ativistas nus. A respeito, o seu penúltimo trabalho ocorreu na Cidade do México, praça Zocalo, em maio passado.

Vamos esperar que a campanha sensibilize pessoas e governos. Para os insensíveis, tipo Bush, o desastre em Aletsch (23 km de geleiras e perda de 115 metros de extensão em dois anos), tem a contundência das prova irrefutáveis.

Walter Fanganiello Maierovitch, 12 horas.


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