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Cultura

 

Michael Moore, Fidel Castro e George W.Bush.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

31 de julho de 2007.

Sicko, documentário de Michael Moore.




A energia do Fidel Castro surpreende desde que começou, em 1955, a preparar a derrubada do corrupto regime do ditador Fulgêncio Batista.

Nascido em 1926, Fidel montou e comandou de forma surpreendente o Exército Rebelde Cubano, com quartel general em Sierra Maestra, que triunfou ao derrubar Batista, -- um joguete nas mãos dos EUA, em janeiro de 1959.

Do alto dos 81 anos de idade e convalescente, Fidel Castro, --que propala estar temporariamente afastado do poder--, continua a infernizar o presidente Bush.

No momento, parece que o velho Fidel está a jogar-de-mão com o documentarista Michael Moore, que é outra pedra no sapato de Bush.

O último documentário de Moore vazou pela internet. Ainda não está em cartaz no Brasil e, na Europa, começa a ser exibido esta semana.

“Sicko” é o título dado ao documentário.

Os críticos destacam que o Michael Moore desnudou o sistema americano de saúde. E mostrou que,--- no governo Bush---, 50 milhões de cidadãos norte-americanos carecem de assistência médico-sanitária.

Para ter idéia, Michael Moore encontrou vítimas dos atentados terrorista às Torres Gêmeas a fazer tratamento médico em Cuba.

Não bastasse o grande impacto do documentário Sicko junto à sociedade civil, os jornais norte-americanos chamaram a atenção, -- no final de semana--, para o aumentando significativo de jovens norte-americanos que desembarcam na Ilha de Cuba para estudar.

No momento, são 88 americanos que cursam medicina em Havana, como bolsistas, ou seja, de graça. Além do curso, podem ficar em alojamento e tomar refeições no campus universitário.

Na semana passada, Cuba formou oito médicos norte-americanos, dentre eles duas mulheres.

Essa referida turma de formandos era composta por 850 bolsistas, provenientes de 25 diferentes países. E todos oito norte-maericanos saíram convictos que, ao contrário do que ocorre nos EUA, curso de medicina não representa um “bussines”, mas uma missão de vida.

Como se sabe, Cuba tem tradição de formar excelentes médicos. Mas, no EUA, os médicos recém formados em Cuba serão demoradamente avaliados. Cada um no estado-federado de origem. No estado terão de se submeter a exames para obterem habilitação profissional.

A cerimônica de conferência de grau (colação de grau, como se fala no Brasil) aos 850 formandos foi no Teatro Karl Marx, sem a presença de Fidel. E os oito médicos norte-americanos desembarcam hoje nos EUA.

Os jornais deram destaque aos novos médicos formados em Cuba e a Casa Branca teve de engolir as suas declarações contundentes.

A californiana e recém-laureada Carmem Landau, -- por exemplo , fez uma revelação de assustar.

Nos EUA, um curso completo de medicina, --em universidade particular--, não sai por menos de US$250 mil.

Segundo Carmem, um médico precisa, depois de formado, trabalhar dez anos para ganhar US$ 250 mil. E muitos têm de pagar o empréstimo contraído para financiar o curso. Bush e os apelidados “neocon”, da sua seleta turma de influentes amigos, continuam a chamar Cuba de “estado canalha”. Só que o governo Bush foi, também, campeão de desrespeito a direitos humanos.

Quanto à ditadura castrista, continua com um velho e paranóico medo de fuga de atletas durante jogos esportivos fora de Cuba. Por que será?

Walter Fanganiello Maierovitch, 12,30 hs.


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