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GAY. Beijo pode virar Processo Criminal. Novo Protesto marcado para 2 de agosto.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

30 de julho de 2007.

Kiis-In.





Beijo Gay pode virar Processo.

Na política partidária italiana, a semana começa conflituosa, ao contrário do previsto. É que o casal gay, Roberto e Michele, poderão ser processados criminalmente.

Os políticos de centro e de esquerda apóiam o casal gay. Na madrugada de sexta feira (27 julho), o casal gay acabou detido, às 2 horas, por uma ronda de “carabinieri” (policiais militares). Estavam se beijando na boca, defronte ao monumento símbolo de Roma, o Coliseu (“Colosseo”), também conhecido por Anfiteatro Flávio.

Referidos políticos de ideologia progressista falam em intolerância, diante de um beijo prolongado a envolver um casal gay.

Os políticos da direita, incluídos os radicais da “ultra-direita”, deram crédito integral à versão dos carabineiros que realizaram a prisão do casal gay de namorados.

Na versão dos “carabinieri”, a detenção decorreu de prática obscena, na modalidade de sexo-oral e em lugar público.

No início da tarde desta segunda feira, o Ministério Público de Roma, pelo procurador chefe Giovanni Ferrara, determinou o sorteio de um membro daquele “parquet” para apreciar a comunicação de crime, enviada pelo comando policial.

Enquanto isso, outro conflito parece de difícil composição. E ele envolve duas organizações não governamentais de defesa de gays, lésbicas e simpatizantes.

O responsável romano pela “Arcigay”, Fabrizio Marazzo, não engoliu o evento de ontem, chamado “Beijo Solidário”, ocorrido às 22 horas, na frente do Coliseu.

O evento de ontem fora organizado pelo “Circolo di Cultura Omosessuali Mario Melli”, que é presidido por Rosana Praitano.

O motivo do desacerto a envolver o “Arcigay” e o “Circolo Mieli” deveu-se ao fato da primeira organização haver marcado, para o dia 2 de agosto, um encontro na via San Giovanni in Laterano: o local é liberado pela prefeitura de Roma para eventuais culturais da comunidade gay.

No particular, o círculo Mario Mieli teria atropelado os fatos e procurado antecipar-se,-- “para ganhar mídia e prestigio”--, ao evento da “Arcigay”, anteriormente designado para 2 de agosto.

Enquanto ocorria a fraca manifestação de ontem, com a presença de não mais de 40 casais de homossexuais, no bar Coming Out, --conhecido reduto gay de Roma, os membros e simpatizantes do Arcigay criticavam e resolveram, no dia 2 agosto, mostrar sua força e realizar protesto, no final da tarde.

No sábado 28, com audiência televisiva recorde para o horário, o TG1 apresentou uma entrevista com Roberto (sobrenome não revelado), que foi detido com o parceiro Michele.

Para observadores, Roberto mostrou-se pessoa equilibrada, de bom nível cultural e explicou o beijo como uma normal “effusine d´amore” (efusão amorosa) , igual ao que normalmente sucede com casais heterosessuais.

Depois da entrevista, Fabrizio Marrazzo, do Arcigay, reforçou a necessidade do evento de 2 de agosto. Frisou não se tratar de um ato contra os policiais, mas de “manifestação de alerta contra a intolerância”, sem excessos.

Walter Fanganiello Maierovitch, 13,40 hs.


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