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GAY. Notas, protestos. Mídia dá ampla cobertura. Uma pergunta não cala. Num país civilizado é crime o beijo gay?

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

28 de julho de 2007.

Beijo Gay em comercial da Dolce e Gabana.


O “Circolo Mario Mieli” acaba de divulgar uma nota informativa a esclarecer como transcorrerá o Beijo Solidário ( vide posts abaixo ), marcado para domingo, 29 de julho, às 22 horas, na frente do Coliseu Romano.
Estará presente, como sempre, a deputada italiana Vladimir Luxúria, primeira parlamentar transexual européia. Luxuria foi eleita na lista do Partido da Refundação Comunista
Luxúria, --que no registro civil de nascimento aparece como Vladimir Guadagno, prestigia e desfila nas Paradas Gays européias. No início do ano, com outros parlamentares europeus, Luxúria acabou agredida quando a polícia russa impediu a realização da Parada Gay de Moscou.
Para o “Circolo Mario Mieli”, na nota informativa supramencionada, ficou grafado: “Se beijar é crime, os carabinieri (políciais militares italianos) terão muito que fazer amanhã (domingo, 29), às 22 horas”.
A nota refere-se ao Beijo Solidário à dupla de homossexuais presa por se beijar na frente do Coliseu Romano, de madrugada. ( confira posts abaixo).
A direção do “Circulo Mario Mieli”, na nota publicada e reproduzida em site de internet, classifica como grave e inaceitável as prisões ocorridas em “razão de simples beijo, em local público”.
Deputada Luxúria.


Mais contundente e indignada foi a nota do Circolo Arcigay que faz a defesa dos transexuais em toda a Europa e a partir da sua sede italiana:
“Não estamos mais dispostos a sofrer. Nos últimos tempos parece que a homofobia na Itália está crescendo, mas isto não é verdade. A verdade é que a homofobia sempre existiu, mas, antes, lésbicas e gays preferiam silenciar por medo de represálias”.
Como as prisões de Roberto, 27 anos, e Michele, 28 anos ( confira posts abaixo ), teve repercussão em toda a Europa, o governo do primeiro ministro Romano Prodi procura não deixar a imagem de uma Itália civil (civilizada) ir para o brejo.
A ministra Bárbara Polastrini, --da pasta chamada Igualdade de Oportunidades--, acaba de conceder entrevista onde frisa que a homofobia é crime odioso, ao mesmo tempo que um sinal de distorção cultural

Polastrini dirigirá a campanha governamental informativa destinada a sensibilizar e disseminar uma cultura de respeito às diferenças e contra toda a forma de homofobia, discriminação e violência.
PANO RÁPIDO.
Espera-se que a campanha tenha sucesso, mas não se pode esquecer, em face do ocorrido, da prisão ilegal do casal gay, da necessidade de se reforçar as lições de legalidade democrática e de respeito a direitos humanos nas academias e quartéis dos carabinieri.
Walter Fanganiello Maierovitch, 16, 40hs.


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