São Paulo,  
Busca:   

 

 

Cultura

 

Loura, nua e tatuada. A misteriosa que saiu de uma Ferrari Vermelha para comprar cigarros.

Por Blog do Maierovitch www.cbn.com.br

24 de julho de 2007.


Uma loira deslumbrante pára a Ferrari vermelha que dirige num posto de venda de gasolina.

Na seqüência e nua, sai do automóvel e entra numa loja de conveniência para comprar cigarros.

Ela tem o corpo escultural e tatuado, conforme se percebe pelas fotografias. Usa cabelos longos e sapatos com saltos bem altos. Aparenta 30 anos de idade.

Cena de filme? Não, da vida real.

Mais ainda, não fora a primeira vez que isso aconteceu na pequena cidade de alemã de Doemitz, conforme contou à agência Reuters a funcionária da loja de conveniências Inês Swoboda.

A mesma loira, na mesma Ferrari vermelha, sempre nua, tatuada e de sapatos de saltos altos, passou outras vezes por aquela pequena loja. Sem pressa e a fim de comprar cigarros. Pelo jeito, é uma tabagista inveterada.

A loira, agora, acabou fotografada por um motorista. Pela surpresa, ele quase esqueceu de pegar o celular para fotografar. As fotos tiradas, só duas, já começaram a correr pela Alemanha, em sites.

Será que a tal loira queria fumar ou é apenas uma exibicionista?

Em nenhuma das duas hipótese, tenho algo contra. Só lamento não ter estado lá. Lógico, para, depois, poder melhor contar sobre o acontecido, nas páginas do IBGF, no blog da rádio CBN ou no Justiça e Cidadania das terças e quintas, às 11 hs, também na rádio CBN.





Sim, no boletim Justiça e Cidadania, onde converso com o jornalista Milton Jung.

Nos anos 70, o streakig (correr pelado),-- aqui no Brasil conhecido por “chispada”--, era muito praticado. Os jovens gostavam provocar os mais conservadores.

Para a galera mais nova,-- que ainda não tinha nascido nos anos 70, convém explicar. Os praticantes do “streaking” passavam correndo pelados por movimentados lugares públicos. Com predileção pelos restaurantes da moda, cinemas com porta de emergência, praças públicas lotadas, baile de debutantes etc. Tudo para fazer corar os pais de família, as corolas da diocese, os simpatizantes da TFP-Tradição Família e Propriedade e quejandos.

Como os peladões sabiam da repercussão e das pressões em cima do delegado de polícia e do Ministério Público, costumavam cobrir o rosto ou pintavam a face com carvão.

Quando identificado, o praticante do streaking respondia a processo criminal. Era denunciado por crime de “ato obsceno”, tipificado no artigo 233 do Código Penal.

Ainda em vigor, o dispositivo estabelece: “praticar ato obsceno em lugar público ou aberto ou exposto ao público”. Pena: detenção de três meses a um ano e multa

Faz parte do anedotário popular que uma viúva pudica do interior paulista, depois da passagem de um streaking mascarado, teria comentado: é o João, filho da Nilda. Conta-se, também e num outro episódio, que a esposa de um certo prefeito, sem reprimir os seus conhecimentos gerais, teria afirmado: é um judeu.

Voltando à loira da pequena cidade de Doemitz, não se sabe quando passará de novo para comprar cigarros.. Pior, ninguém anotou a placa da Ferrari e nem pediu seu telefone para uma curiosidade que ficou no ar: Será que o ar condicionado da Ferrari estava quebrado?

Walter Fanganiello Maierovitch, 17,15 hs


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet