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Propaganda: Estimular genitálias masculinas ou cérebros?

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

16 julho de 2007.



O Financial Times é o grande jornal de negócios do planeta. Portanto, tornou-se leitura obrigatória para os líderes empresariais. Por baixo, tem mais de 1,5 milhão de leitores, fiéis às suas páginas, na cor salmão.

No seu último caderno cultural, o jornal pegou pesado com as mulheres italianas: “O país das mulheres peladas”, foi o título de capa.

Com o movimento feminista completando 30 anos de existência, muitas importantes conquistas nos campos da igualdade de tratamento e de oportunidades e de temas relevantes em debates planetários, --como a presença da mulher nos Parlamentos, a fecundação assistida, o aborto, etc --, a batalha do uso ilimitado do corpo da mulher, no campo publicitário, apresenta-se como inglória, pelo menos na Itália e segundo o Financial Times.

Não se trata, evidentemente, de liberdade da mulher na escolha de trabalho artístico. Mas, de imposição de mercado, numa sociedade de consumo e machista.

Conforme esse jornal de perfil conservador, as jovens mulheres italianas sonham, com o aproveitamento do corpo, em se tornar showgirl, pop-star, símbolos sexuais, capa de pôster de aeroporto e, até, de calendário que lotam as paredes das oficinas de socorro de estradas (borracharias, mecânicas, etc). Tudo para ganhar fortunas, valor maior nesses tempos de ditadura de mercado.



O Financial Times apresentou um retrato impiedoso da mulher italiana, no que toca ao uso do corpo e exploração abusiva pelas as agências publicitárias.

Para quem lê a matéria, fica a impressão de as agências explorarem, para fins comerciais e de mercado, a mentalidade machista dominante naquele país.

Depois da matéria, a semana promete pegar fogo na Itália.

Uma Itália que teve o mérito de eleger para o seu Parlamento, pela primeira vez na Europa, um transsexual (Wladimir Luxuria). Mas, apenas 11% são mulheres no parlamento (Câmara e Senado).

No site IBGF e no boletim Justiça e Cidadania da CBN estaremos atentos às repercussões peninsulares.

Com a palavra as intelectuais e as feministas.


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