São Paulo,  
Busca:   

 

 

Cultura

 

Made in China ou Feito para Matar.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

9 julho de 2007.




Continuam as apreensões de produtos chineses prejudiciais à saúde e com potencial para causar a morte do consumidor. Nos EUA, Canadá e União Européia, onde ocorrem as apreensões, já se sabe: “um produto chinês em cinco não respeita as normas sanitárias internacionais”.

O quadro é grave. Ontem, por exemplo, foram apreendidos falsos cremes dentais da marca Golgate, no âmbito da União Européia. Eram vendidos em supermercados e abasteciam redes de hotéis.

Nos falsos dentifrícios que levavam a marca Golgate foram encontrados um líquido substitutivo da glicerina e que pode provocar a morte. O líquido atinge as células hepáticas e renais.

Na Espanha, o dentifrício chinês Spearmint foi retirado do mercado por conter 6% da substância “dietilenico”. O admissível é 0,001%.

O “dietilenico” vem sendo chamado, pelas autoridades sanitárias da Espanha, como o “Dentrifrício da Morte”.

Mais de 900 mil dentifrícios “made in China” foram apreendidos nos EUA e Canadá, pois continham mais de 5% do supracitado “dietilenico”. E nesses dois países, o dentifrício-killer era distribuído para hospitais, em razão do preço-baixo.

O made in China prejudicial não se limita aos cremes dentais. Produtos alimentares estão sendo apreendidos. Rações para cães e gatos, made in China, têm preço baixo e enorme quantidade de “melamina”, substância altamente tóxica. Nos EUA, as rações foram tiradas do mercado, sendo dado um alerta internacional aos mercados consumidores.

Para ter idéia como o barato sai caro e pode matar, vale lembrar o caso do automóvel BS6 chinês. O BS6 teve a fabricação destinada aos 14 países da União Européia.

O automóvel BS6 chinês não passou no primeiro e básico teste europeu. Acabou num muro, dada a completa falta de estabilidade.

A venda do BS6 está proibida na União Européia.

Enquanto na União Européia, EUA e Canadá, o “made in China” é vigiado e o consumidor recebe informações seguras e rápidas, o cidadão brasileiro continua desinformado e não se tem notícia de as autoridades estarem atentas.

Com um em cada cinco produtos made in China reprovados no Primeiro Mundo, lógico que serão repassados a países sem vigilância, ou seja, aos chamados Países em Desenvolvimento.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet