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GOOGLE. Novas pressões em face do Street View.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

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12 de junho de 2007.






No Primeiro Mundo, pega fogo o embate entre o Google,-- maior portal de buscas pela Internet--, e organizações e fundações de defesa à privacidade na web. Seguramente, o conflito será apreciado pela Corte Suprema de Justiça dos EUA.

Tudo começou com a nova ferramenta oferecida gratuitamente pelo Google:Street View (Andando pelas Ruas).

Essa nova ferramenta permite ao internauta um fantástico passeio pelas ruas de Nova Iorque e de quatro outras cidades norte-americanas: Miami, São Francisco, Las Vegas e Denver.

O certo é que o novo serviço web do Google turbinou os mapas topográficos on-line que estavam disponíveis. Foram fotografadas as ruas das cinco referidas cidades norte-americanas, a permitir visualização tridimensional, posicionado o usuário (internauta) no nível da calçada.

Como as imagens são reais, alguns pedestres, sem perceber, aparecem em situações embaraçosas. Por exemplo, um jovem a urinar numa esquina. Ou uma jovem a mostrar, involuntariamente, a calcinha ao entrar num automóvel.





As fundações ou organizações não governamentais consideram a nova ferramenta do Google uma intromissão inaceitável na vida privada de gente desconhecida.

Uma diretora de clínica de interrupção voluntária de gravidez localizada em Miami, Elaine Diamond, solicitou ao Google a retirada das fotos onde aparece a referida clínica. Ao expor o motivo da solicitação, Elaine Diamond frisou que as imagens exibidas mostram uma manifestação de antiabortistas na frente da clínica. E ressalta que isso poderá desencorajar as clientes, que temerão por agressões.

Posição diversa das organizações e ativistas do direito à privacidade e proteção à imagem do transeunte desconhecido, sustentam os turistas e os fãs dessa ferramenta conhecida por “Andando pelas Ruas”. Para eles, apenas aparecem cenas do quotidiano das ruas. A meta principal é favorecer os deslocamentos, mediante um pré-conhecimento virtual das cidades.


O dissenso acirrou-se nos últimos dias. A revista Wired promoveu um curso sobre imagens embaraçosas extraídas da nova ferramenta do Google.

Não bastasse, o site investigativo The Smoking Gun noticiou que os três terroristas naturais da Guiana e Trinidad-Tobago, -- presos na semana passada e que projetavam destruir o aeroporto internacional de Nova Iorque--, serviram-se, por internet, dos mapas e da nova ferramenta exibidos pelo Google. Nos países europeus do Primeiro Mundo, os órgãos garantidores da privacidade ganhariam a causa, mas esse tipo de serviço ainda não saiu dos EUA.

No Brasil, a nossa Constituição também não abre brechas na proteção à intimidade, à vida privada e à imagem das pessoas.

Agora, nos EUA, a solução é outra e bem melhor, para o caso. Na América, é legítimo fotografar pessoas em locais públicos. No caso da nova ferramenta da Google, o pedestre é considerado circunstante, parte dos cenários das ruas. E, no caso, o objetivo é orientar o usuário pelas cidades, com segurança.


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