São Paulo,  
Busca:   

 

 

Cultura

 

PAPARAZZO.Luxúria, deputada transsexual (foto), aponta o preconceito na raiz do escândalo. No Rio, o governador Cabral nada falou sobre o The Independent.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

27 março de 2007.

Continuam agitadas a cidade de Potenza e as apurações do denominado Valletopolli, ou seja, do escândalo a envolver paparazzi e celebridades em chantagens.

Ontem, a cidade praticamente parou com a chegada, no ofício do procurador de Justiça John Woodcock (responsável pelas apurações), do "sex-simbol" masculino do cinema e televisão italianos: Raoul Bova.

No reality-judiciário de Potenza estiveram presentes, na mesma segunda feira 26, celebridades como Nina Moroic, Loredana Lecciso, Fernanda Lessa e o mega-empresário da moda Diego Della Valle. As apurações estão sendo feitas pelo promotor da cidade de Potenza (Basilicata), John Woodcock, que já está na mira do Conselho Superior da Magistratura (CSM), que quer um pouco mais de serenidade nos ofícios de justiça de lucânia (Vale da Lucânia-Potenza).

, na cidade de Potenza (Basilicata), 22 de março de 2007.

Onorevole deputato Wladimir Luxuria in palazzo Montecitorio (Câmara dos Deputados).


É difícil administrar o tempo. A minha caneta, chamada Aurora, deixou uma montanha de bilhetes, com temas para o comentário de hoje. E a caneta, carregada de tinta verde, saiu para a festa, em Cartagena das Índias (Colômbia), dos 40 anos da obra Cem Anos de Solidão, do colombiano Gabriel García Márquez.

O grande sucesso da obra, que revolucionou pela introdução literária do chamado realismo mágico, ensejou o Prêmio Nobel a García Márquez, em 1982. E a partir daí, muitos sustentam que, depois de Don Quixote de Cervantes, a melhor obra espanhola do gênero é Cem Anos de Solidão.



No comentário desta quinta-feira (22 de março de 2007) aproveitarei dois dos bilhetes, em pano-rápido, para usar o bordão do grande Millor Fernandes. Aliás, um bordão que caiu no domínio público.

O paparazzo italiano Fabrizio Corona, preso e acusado de chantagear celebridades e violar direitos à privacidade, continua a causar ranger de dentes.

Ontem, os jornais publicaram uma foto-choque sobre o super-ministro Silvio Sircana, porta-voz e braço direito do primeiro ministro Romano Prodi.

Na foto-choque, o ministro aparece dando uma “cantada”, sem sair de dentro do automóvel, numa travesti, com pouca-roupa, seios à mostra, e que se prostituía na rua. A foto-choque foi vendida por 100 mil euros (cerca de R$3 mil reais).

Depois da sua publicação, a grande discussão centra-se nas exceções ao direito à privacidade de um homem público. E, também, na ética comportamental, no cotidiano de um político.

Com toda a razão e capitaneada pela deputada italiana transsexual Wladimir Luxuria (onorevole Luxúria-- excelentíssima Luxúria--, como se diz no Parlamento), a comunidade gay protestou. Argumenta que não haveria esse escândalo se a prostituta fosse uma mulher.

A Luxúria artística.


Assim, acrescenta-se ao debate, pela fala da excelentíssima Luxúria, um novo componente, que é o preconceito social e o desprezo às minorias.

A respeito do sucedido na Itália, o que será que pensaria Jeanny Mari Córner, a agenciadora ( para não dizer cafetina) do escândalo do mensalão?

Por ourto lado, não se tem notícia se o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, costuma ler o jornal The Independent, a excelente publicação que serve de referência à esquerda britânica e aos humanistas do planeta.

Em primeira página, o jornal pede desculpas por engano cometido há 10 anos. À época, no Hyde Park, o jornal promoveu uma meganifestação pela legalização da maconha.



Agora, o jornal recua, pede desculpas aos leitores, e diz que essa droga está 25 vezes mais potente. E com isso vem causando graves danos físicos e psíquicos aos usuários.

Alerta o jornal, ainda, que pela banalização do consumo da maconha turbinada, 22 mil britânicos tiveram que se internar para desintoxicação no ano de 2006.

Cabral, governador do Rio de Janeiro.


O jornal britânico de esquerda toma brilhante posição editorial a alertar que droga é um sério problema de saúde pública. Mais, e que não se deve dar passos precipitados,-- de oba-oba como o governador Cabral--, e nem partir para demonizações e criminalizações, ao estilo Bush e dos fundamentalistas brasileiros adeptos da war on drugs (guerra às drogas).

WFM/CBN, 22 de março de 2007.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet