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Rebelião das mulheres iranianas em busca de paridade e outros direitos fundamentais.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania





Interlocução com a jornalista Vanessa de Sevo, da CBN.

Cara Vanessa.
No Dia Internacional da Mulher dá para pensar nas paixões. Estou apaixonado por duas mulheres extraordinárias, ou melhor, pela luta destemida que as duas desenvolvem pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Hoje (8/3/2007) e neste exato momento, uma delas pode estar sendo presa em praça pública. Ou, pode estar a levar borrachadas nas costas e gás pimenta nos olhos, da polícia feminina.

No domingo passado (4/3/2007), quando mulheres ativistas preparavam um protesto preliminar ao marcado para este 8 de março, a iraniana Ebadi Shirin, prêmio Nobel da Paz em 2003, assistiu a polícia espancar e prender 32 das suas companheiras de luta.

Outras 70 mulheres, em junho do ano passado e num outro protesto, haviam sido presas e, no momento, estão sendo processadas por promoverem reuniões públicas não autorizadas pelo governo e colocarem em risco a segurança nacional, isto é, do Irã do tirânico presidente Ahmadinejad.


Apesar da forte repressão contra as mulheres iranianas, a Nobel da Paz, Shirin Ebadi, começa a recolher, -- a partir de hoje, um milhão de assinaturas em apoio à causa voltada a modificar as discriminatórios leis contra as mulheres iranianas.

Essa iraniana Nobel da Paz já foi juíza, cargo que perdeu com a revolução de 1979 do ayatolá Khomeini. Para o ayatolá só homens podem ser juízes e isto vale até hoje

A outra iraniana extraordinária é a escritora iraniana Azar Nafisi, que é também professora universitária em Washington.

Nafisi é autora do best-seller intitulado “Ler Lolita em Teerã”. Trata-se de um romance emocionante, a mostrar a importância da emancipação econômica e social das mulheres.

O best-seller da escritora iraniana Azar Nafisi.


Com a coleta de um milhão de assinaturas, pretendem as mulheres iranianas fazer pressão para reconhecimento de direitos humanos fundamentais, dentre eles a paridade entre homens e mulheres. Por exemplo, justamente desejam:
1. o fim da obrigação do uso do véu islâmico, tornando-se tal uso uma escolha individual;

2. a revogação do direito de o pai poder dar em casamento meninas de apenas 10 anos de idade:

3. o fim da poligamia.

4. a extinção da pena de apedrejamento (lapidação), imposta à mulher acusada de adultério.

5. o direito de a mãe permanecer com a guarda do filho ou da filha menor, no caso de se tornar viúva. Pela lei iraniana, a criança, em razão da morte do pai tem de ser entregue ao um homem da família.



PANO RÁPIDO: no Irã e em outras partes onde não existe a paridade fica claro o medo dos homens, pois eles sabem do poder e da competência das mulheres.

WFM/CBN, 8 de março de 2007.


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