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Jornal publica obscenidade sobre crise política italiana

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

charge do jornal Libero, extraída do site do jornal La Repubblica: www.repubblica.it.







Menos de 24 horas da demissão do primeiro ministro italiano Romano Prodi, já se fala na sua volta, num governo chamado de "Prodi-bis".
A charge obscena com Prodi de quatro e Berlusconi como rolha escandalizou, num momento de crise política.

Por dois votos, o Senado, ontem (21/2/2007), não aprovou a política externa,-- independente e altiva--, do chanceler Massimo D´Alema, ministro de relações exteriores do governo Romano Prodi.

Essa manifestação de desconfiança levou ao pedido de demissão de Prodi, com a destituição de Conselho de Ministros por ele presidido. A opisição, capitaneada pelo ex-premier Sílvio Berlusconi, aplaudiu.

O certo é que D´Alema reformulou a políca sabuja, pró-Bush, do antigo premier Berlusconi, que colocou a Itália na alça de mira do terrorismo ao mandar tropas para invadir o Iraque.

D´Alema portou-se de forma independente e foi peça importante para encerrar o conflito no Líbano.

Ele não aceitou a proposta de Bush quanto ao envio de soldados para a Segunda Guerra no Afeganistão, que ocorrerá na próxima primavera. Para o governo Prodi, os soldados que já estão no Afeganistão só atuam em apoio humanitário. Nada de guerra, declarou D´Alema.

Por outro lado, D´Alema ainda cobra do governo norte-americano responsabilidade pela morte do agente de inteligência (vice-chefe Nicola Calipari), por soldado norte-americano. Calipari resgatou uma jornalista seqüestrada no Iraque, negociando com insurgentes.
O governo norte-americano não desejava a negociação. Suspeita-se que o soldado, que metralhou o automóvel quando Calipari passava com a jornalista libertada, tenha atuado propositadamente, a cumprir ordens superiores.

Para os norte-americanos do Pentágono, não houve assassinato, mas disparos por ter o motorista do veículo se aproximado, com excesso de velocidade, de um posto de controle mantido pelo exército norte-americano.

Tal versão americana nunca foi aceita e os italianos, na última eleição, elegeram a viúva de Calipari para o Parlamento, isto pela coalizão de centro-esquerda e esquerda, de apoio a Prodi.

D´Alema enfrentou, ainda, a proposta dos EUA de aumentar, em território italiano, a base militar que operam em Vicenza.. O problema para um futuro governo Prodi-bis será como colocar D´Alema. Se ficar fora, será um golpe duro, pois o chanceler mostrou-se um estadista, à altura do encargo de ministro de relações exteriores.
WFM/IBGF, 22 de fevereiro de 2007.


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