São Paulo,  
Busca:   

 

 

Cultura

 

JANE FONDA quebra silêncio de 34 anos e protesta contra invasão do Iraque.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Jane Fonda, julho de 1972. Protesto em Hanoi contra a Guerra no Vietnã, ao tempo do presidente Richard Nixon.


Na tela do cinema da minha imaginação aparece a pacifista pacifista Jane Fonda em dois momentos.

O primeiro fotograma é de julho de 1972, quando Jane Fonda estava em Hanói para protestar contra a guerra no Vietnã.

Só para recordar, no protesto de 72, Jane Fonda mexeu com o cidadão americano e a opinião pública voltou-se contra a Casa Branca, então ocupada por Richard Nixon, de triste memória.

Humilhadas, as tropas estadunidenses deixaram o Vietnã em 1975. Então, os vietcongs atravessaram o famoso paralelo 17, tomaram Saigon e reunificaram o país.

Já o segundo fotograma é de domingo passado. Defronte ao Capitólio, a Jane Fonda, --aos 70 de idade--, quebrou um silêncio de mais de 34 anos.

No último domingo, ela foi protagonista do protesto contra a nova estratégia de Bush, que enviou ao Iraque 21.500 jovens soldados americanos.

O protesto reuniu mais de 100 mil pessoas. E no próximo mês de março, conforme anunciou a própria Jane Fonda, haverá uma marcha de protesto que partirá da frente do Pentágono.

Sempre elegante, Jane Fonda explicou que não mais podia calar diante de uma administração vingativa e cega, que é a de Bush.

Em tom indignado, desabafou: - “Parece que não apreendemos as lições do Vietnã”. E acrescentou: - “No Vietnã demoraram 6 anos para que as famílias, os cidadãos, os militares e os veteranos, se opusessem à guerra. No Iraque, bastaram três anos”.



Enquanto Jane Fonda recebe elogios, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que é democrata, perde prestígio. Ela é criticada por ter se limitado a reprovar, verbalmente, à nova estratégia de Bush para o Iraque : esperava-se que liderasse um movimento por corte de verbas gastas com a invasão do Iraque, em especial depois do cético relatório Backer (ex-secretário no governo de Bush-pai). Para muitos, com pressão, Pelosi teria conseguido, pelo menos, poupar os 21.500 soldados. E especialistas já concluíram que Bush não vai recuar neste 2007, apesar da tragédia e a derrota anunciada.

Na última sondagem, 58% dos norte-americanos afirmaram que gostariam que o mandato de Bush estivesse no fim.

No cenário iraquiano começa a se destacar o “Esquadrão da Morte” do fanático Abu Deraa (nome islâmico adotado quando adulto, com Deraa a significar escudo). ABU é apelidado de “Zarqawi xiita” (o Zarqawi-sunita era o braço da Al Qaeda no Iraque e o terrorista foi executado, em sua casa-refúgio- por bombardeamento realizado com aviões norte-americanos).

O esquadrão atua sempre de surpresa e os alvos são sunitas, empresários do setor petrolífero, e americanos. Esse esquadrão também seqüestra pessoas e exige resgates que já variam de US$2,0 mil a US$20 mil. Deraa participa das torturas aos inimigos e os mata com uma "broca elétrica"

A última surpresa foi o aparecimento de quatro ambulâncias para recolher feridos sunitas, imediatamente após uma explosão. Todos imaginaram que as ambulâncias fossem de organizações humanitárias. Para surpresa geral, as ambulâncias eram do esquadrão de Abu. E os killers,-- travestidos de enfermeiros--- mataram os feridos trasportados e os familiares que acompanharam as falsas ambulâncias.

PANO RÁPIDO. Jane Fonda integra o grupo Unidos pela Paz e pela Justiça (United for Peace and Justice). Esses dois conceitos, paz e justiça, Bush não os domina. Seguramente, deve ter lido sobre eles, mas não compreendeu os seus significados.

WFM/CBN, 30 janeiro de 2007.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet