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INSURGÊNCIA das togas agitadas: conflitos de bolsos.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania





Quando perguntado se estava tudo bem, Dario Fo, ganhador do Nobel de literatura em 1197, respondeu: vou “bem melhor do que mereço”.

Por falar em Dario Fo, ele ajudou Franca Rame a escrever a comédia “Parliamo di Donne” (Falemos de Mulheres), um sucesso de bilheterias.

Então. Vamos falar de mulheres ?

Depois do seu infeliz projeto de lei para recebimento de jetons, a ministra Ellen Gracie resolveu desviar o foco das atenções.

Para isso, divulgou que cerca de 3 mil magistrados e serventuários da Justiça recebem acima do teto constitucional estabelecido.

A ministra Gracie esqueceu de dar os nomes dos magistrados que padecem de excesso remuneratório.

Pela reação de ontem (29/11/2006) dos presidentes dos Tribunais, que se reuniram com Gracie (eles dizem precisar verificar o que está acontecendo e ressaltam a inconsistência dos levantamentos realizados pela ministra Gracie), o Judiciário Nacional está se transformando num Iraque.

E a ministra Gracie é a causadora da Insurgência das Togas Agitadas: um conflito de bolsos e carteiras.




A ministra Gracie lembra o seu antecessor Nelson Jobim. Ou seja, falta-lhe senso de conveniência e oportunidade. Sobra ganância a jetons.

O Conselho fiscalizador que a ministra Gracie preside colabora com as trapalhadas.

Por resolução, esse Conselho proibiu as férias coletivas nos Tribunais. Um pequeno detalhe, no entanto, passou despercebido do Conselho. É que a Constituição já tinha proibido as férias coletivas.

Sobre outras mulheres ?

Nesta última semana de novembro (2006), duas mulheres resolveram enfrentar as passarelas, as estilistas e as multinacionais da moda.

Giovanna Melandri, --ministra da Juventude--, e Letizia Moretti, prefeita de Milão, pretendem proibir que participem de desfiles modelos com massa corporal inferior a 18,5.

Com base em conclusão da Organização Mundial da Saúde, a prefeita Letizia avisa: menos de 18,5 de massa corporal não é magreza, mas é doença.

As duas também não querem nas passarelas modelos abaixo de 16 anos de idade.

Giovanna frisou que apresentará projeto de lei se as Câmaras Nacionais da Moda tardarem na auto regulamentação, que deverá contar com rígido código de ética.

WFM/CBN, 29 de novembro de 2006.


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