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Papa Ratzinger chega na segunda 26 em Cuba e dissidentes querem audiência

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 24 de março de 2012.
O papa Ratzinger chega a Cuba na próxima segunda feira.


No momento, o pontífice está no México e apresenta um discurso contra a “idolatria do dinheiro”, numa referência aos chefões e aos envolvidos com o tráfico de drogas proibidas pelas Convenções das Nações Unidas.


Em Cuba, na terça 27, o papa Bento XVI rezará uma missa na praça da Revolução. Será no mesmo lugar onde, em 25 de janeiro de 1998, o então papa Wojtyla celebrou, para usar um termo católico, a “santa missa”. .


Comparadas as viagens dos papas Wojtyla e Ratzinger haverá uma grande novidade nessa ilha, de onde, pela revolução armada, expulsou-se o corrupto ditador Fulgêncio Batista, eliminou-se a selvagem influência imperialista imposta pelos EUA e mergulhou-se na utopia comunista, com gravíssimas violações aos direitos humanos.


A novidade ficará por conta do encontro de Ratzinger com Fidel Castro, aposentado, mas, ainda, símbolo vivo de um sistema que, por incrível que possa parecer, tornou-se uma pedra no sapato dos governos presidenciais norte-americanos. O embargo comercial à ilha caribenha continua em vigor e Ratzinger vai engrossar a lista dos que pedem o seu término.


A grande questão é se o papa Ratzinger vai ou não encontrar os dissidentes, em especial com as chamadas “Damas de Branco”. Lula silenciou e o dissidente em greve de fome morreu. Dilma permaneceu muda, com base na regra da autodeterminação. FHC, quanto a Cuba, fez tudo o que seu rei mandava, ou melhor, endossava as posições de Bill Clinton, então presidente dos EUA.


Pano rápido. O discurso de Ratzinger para Cuba será sutil e o pontífice vai falar em ajuda na transição e no diálogo construtivo em face de a Igreja estar do lado da liberdade. .


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