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VIOLÊNCIA: MOGADÍSCIO, a cidade mais violenta do planeta.

Por IBGF/WFM

IBGF, setembro 2006. OLHO.

Mogadíscio é a cidade mais violenta do planeta. A parte central da Somália é governada por milícias (cada uma recebe o nome de Corte Islâmica) que, em Mogadiscio, reunem-se sob a designação de União das Cortes Islâmicas.

Fora da região central, o país é controlado pelos "senhores das guerras": possuem exército próprio para controlar os seus territórios.

Contrabandistas de bebidas álcoolicas e portadores de drogas são sumariamente julgados por um Tribunal Islâmico, legitimado pela União das Cortes Islâmicas.
No caso de condenação, são flagelados em praça pública. Isso como preliminar à execução de penas capitais.

MATÉRIA.

Mogadiscio, a Capital da Somália (África Oriental), é, atualmente, a cidade mais violenta do planeta. Essa cidade, conforme senso de 2003, possui 1.175.000 habitantes e o pais, com 7.114.431 (último senso de 1986), integra a Liga Árabe .

Prevalece a religião islâmica no país e 99% dos habitantes são sunitas. Os grupos étcnicos estão separados em somalis (92%), árabes ((2%), Afar (1%), outros (5%). No país, fala-se árabe, somali, inglês e italiano.

A independência do país ocorreu em julho de 1960, com a unificação das duas porções (Somália e Somaliland) controladas pela Itália e pela Grã Bretanha.

Sempre em guerras, em 191, o Norte declarou-se independente (Somaliland) e, em 1998, os chamados “senhores da guerra” controlaram várias regiões.

Pela Conferência de Gibutti (agosto de 2000), criou-se na Somália, considerado o Norte, um cargo de presidente e um parlamento provisório. As lutas internas continuaram. Na Conferência de Eldored (Quênia) proclamou-se uma trégua, que nunca foi conseguida.

Em 5 de junho de 2006, a chamada União das Cortes Islâmicas procura governar parte do país (têm o controle da parte central da Somália), com oposição dos “senhores das guerras”, que mantém controle de territórios. Em Mongadiscio, atuas as “Cortes Islâmicas”. Na verdade, são milícias fortemente armadas, que dividem espaços e, de quando em vez, reúnem-se na tal de União das Cortes Islâmicas para acertar divergências.

A União das Cortes Islâmicas é presidida por Shek Sharif Shek Ahmed, isso até a data de hoje (29/9/2006), dada a situação de instabilidade e violência continuada.

As milícias muçulmanas ligadas à União das Cortes, aplicam a sharia e a pena de morte é aplicada. A União recebe auxílio financeiro da Arábia Saudita, do Iêmen e da vizinha africana Eritréia.

Mongadiscio é o quartel-general da associação que formou a União das Cortes Islâmicas.
Na cidade, funciona um “Tribunal Islâmico”, dirigido por Warsshadda Anaha. A todo momento, o Tribunal Islâmico vem aplicando penas corporais e execuções, todas realizadas publicamente.

Como existe a proibição do uso de álcool e demais drogas capazes de alterar o psiquismo, a pena de morte vem ocorrendo com freqüência. Nesta semana (última de setembro de 2006), foram condenados à pena capital dois somalis que mataram um homem para roubar-lhe o celular (crime de latrocínio), bem como foram fustigados com chicotadas, em praça pública, dez condenados (sumariamente) por contrabando de bebida alcoólica e compra de drogas. -29/9/2006.


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