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GUANTÂNAMO: Vidas Despedaçadas é o título do relatório da Anistia Internacional

Por IBGF/WFM

O presídio de Guantânamo está completando 5 anos. Estranhamente, trata-se de um cárcere controlado pelo governo dos Estados Unidos, em território cubano.

Presos em Guantânamo.


Nesse cárcere encontra-se os considerados prisioneiros de guerra (Afeganistão e Iraque) e suspeitos de integraram organização terroristas.

Todos encontram-se presos sem que haja processo. Não tem advogados e passam por cotidianas humilhações e violências, daí o grande número de tentativas de suicídios e as cotidianas greves de fome.

Hoje, 8 de fevereiro de 2006, a Anistia Internacional (Amnesty International) publicou o relatório intitulado Vida aos Pedaços. O relatório analisa,mostra e avalia, as conseqüências da prisão por tempo indeterminado a afetar a saúde mental, psicológica, dos prisioneiros e dos seus familiares. Familiares que não recebem notícias deles e não conseguem fazer contato.

Numa cela solitária, chamada de segurança máxima, encontram-se 9 presos, chamados de "combatentes inimigos".

Vários ex-prisioneiros foram ouvidos pela Anistia e contaram as permanentes agressões e violações a direitos humanos. Os que fazem greve de fome são obrigados a ingerir alimentos e líquidos. São espancados e torturados até se alimentarem e beberam água.

Contaram os ex-prisioneiros que todos os presos de Guantânamo são agredidos fisicamente e muitos expostos ao forte frio, como forma de punição.

No início de dezembro de 2005, os casos de greves de fome chegaram a 33. Chegaram a 66 no final do referido mês de dezembro de 2005.

Ao tratar dos suicídios tentados, apresenta-se o caso do paquistanês Jamal Al Dossar. Jamal tentou se matar por 9 vezes e está completamente perturbado pelo isolamento carcerário e maus-tratos.

Dos nove que se encontram em "solitárias" e rotulados como "combatentes inimigos", seis (6) são procedentes da Arábia Saudita e da China. Os presos de Gantânamo não tem a mínima idéia do que ocorre no mundo exterior. Não sabem quanto tempo mais passarão no cárcere. Ignoram sobre qual será o destino de cda um, sem desconsiderar a pena de morte.
A propósito, a Anistia lembra o caso do menino inglês de nome Anas Al Banna. Ela escreveu uma carta a Tony Blair para pedir notícias sobre o pai, encarcerado em Quantânamo. O despero familiar é maior pois têm consciência que os presos estão numa zona excluída de toda e qualquer forma de tutela de direito internacional.


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