São Paulo,  
Busca:   

 

 

Espiões/D.Humanos

 

RACISMO: Durante o jogo Lazio x Livorno, faixas com suásticas no Estádio Olímpico de Roma

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

OLHO.

A vergonha voltou aos campos italianos. Mais uma vez, envolvendo a esquadra de futebol da Lazio, que era o time do coração do fascista Mussolini.
Estádio Olímpico, 29/1/2006. LazioxLivorno.


Na partida Lazio x Livorno (29/1/2006), no Estádio Olímpico de Roma, faixas racistas, xenófobas e antisemitas foram exibidas.
Foi apreendida uma sacola da Nike em que um grupo de torcedores levava 12 bombas molotov. As normas preventivas e repressivas baixadas pelo ministro Pisanu (ministro do Interior) para conter a a violência e o racismo não causaram efeito.

MATÉRIA.

Entre os budistas, a cruz gamada (formada com a letra grega Gama) era símbolo de felicidade. Ela acabou adotada por Adolf Hitler e virou símbolo do nazismo.

No domingo em Roma, durante a partida Lazio x Livorno, um canto do Estádio Olímpico exibia faixas com suásticas (confira foto).

No curso da partida, no meio das arquibancadas, foram abertas faixas racistas. Numa delas, falava-se na queima de negros e judeus.

A imprensa criticou a polícia, que nada fez para apreender as faixas.

Em defesa da polícia saiu o ministro Giuseppe Pisanu, responsável pela segurança pública. Pisanu sustenta que a intervenção policial, para apreensões de faixas, levaria uma batalha entre torcidas organizadas e polícia.

Na verdade, deu um resposta à brasileira, ou seja, minimizar o que se apresenta como gravíssmo.


Pisanu até parecia o secretário da segurança de S.Paulo que ontem (30/~1/2006) e em face dos aumentos dos crimes de extorsão mediante seqüestro, disse que algumas das vítimas ficaram pouco tempo no cativeiro e o preço para os resgates das vítimas foram baixos.

O certo é que, mais uma vez, valores positivos de uma sociedade moderna, como pluralismo, paz, respeito às diferenças e tolerância, receberam cartão vermelho e foram expulsos do Campeonato Italiano.

O racismo, o facismo, o nazismo, a intolerância e a violência venceram as autoridades e as leis, no Estádio Olímpico de Roma.

Só para lembrar, no final de novembro de 2005, bastava pegar na bola o jogador Zoro do Messina, natural da Costa do Marfim, ser vaiado, ofendido e chamado de negro pela torcida da Inter.

Ele colocou a bola debaixo do braço e parou o jogo. Teve apoio de Adriano, da Inter. (Confira retrospectiva abaixo)

Depois desse lamentável episódio, no início dos jogos eram exibidas, no centro do campo, faixas educativas. Não adiantou nada, como se viu no jogo de domingo (29/1/2005), no Estádio Olímpico e entre Lazio e Livorno.

...............

Matéria do jornal La Repubblica (31/1/2006).

Il ministro dell'Interno difende le forze dell'ordine "Sospendere le partire se ostentati simboli razzisti" Pisanu: "Togliere gli striscioni sarebbe stato più pericoloso" ROMA - "Sono quantomeno affrettate le critiche rivolte alla polizia per la mancata rimozione degli ignobili striscioni nazifascisti allo stadio Olimpico". Il ministro dell' Interno Giuseppe Pisanu difende così l'operato della polizia che domenica non ha rimosso uno striscione antisemita e una serie di bandiere naziste e fasciste. Critiche che sono piovute anche sulla testa del questore Achille Serra, già protagonista della decisione di far disputare la partita di coppa Italia, Roma-Napoli a porte chiuse per timore di incidenti. "Un intervento di forza o la stessa sospensione della partita nelle condizioni di estrema tensione che si erano già manifestate, avrebbe comportato rischi molto gravi anche per gli spettatori pacifici" dice Pisanu. Che però ha poi "invitato le autorità di pubblica sicurezza ad applicare le norme vigenti con la massima severità e, pertanto, a sospendere le partite dinanzi ad ogni ostentazione di simboli o scritte inneggianti alla violenza politica, al razzismo ed alla xenofobia".

ZORO:solidariedade de Adriano.


RETROSPECTIVA: 27/11/2005.

Federação reage às manifestações de intolerância. Zoro ameaçou deixar a partida entre Messina e Inter de Milão, em face do coro racista de uma minoria de torcedores, quando pegava na bola.
Abaixo, confira as medidas contra a intolerância. baixadas na Itália, já que a campanha anterior, "Faça um Gol contra o Racismo", não deu certo.
Ao receber a Bola de Ouro, o brasileiro Ronaldinho declarou se solidarizar com Zoro na luta contra o racismo
-La decisione della Figc dopo i cori dei tifosi interisti contro il difensore ivoriano del Messina. Su tutti i campi, dalla serie A alla Lega dilettanti. E uno striscione a centrocampo (Corriere della Sera)

MATÉRIA

Zoro joga futebol no Messina, que disputa a primeira divisão do Campeonato Italiano.

No domingo (27/11/2005) durante o segundo tempo do jogo Messina x Inter e com dois gols de vantagem para o time de Milão, uma parte da torcida começou um "coro" racista contra Zoro, um negro nascido na Costa do Marfim.

Como os insultos e a intolerância racista não cessavam, Zoro colocou a bola debaixo do braço e dirigiu-se para o banco de reservas, num ato de que estaria disposto a abandonar a partida, diante das manifestações racistas.

A partida foi suspensa e outros jogadores, incluído o brasileiro Adriano da Inter de Milão, convenceram Zoro a voltar ao campo, enquanto os racistas silenciavam.

ZORO, atleta do Messina e natural da Costa do Marfim.


Em face do ocorrido, a Federação italiana determinou, nesta segunda feira (28 de novembro de 2005), o atarso em 5 minutos para o início de todas as partidas de futebol, incluídas as jogadas na Liga Nacional Diletantista.

Nos 5 minutos estabelecidos, os jogadores ficarão no centro do campo, em protesto contra manifestações de intolerância. Uma faixa contra o racista e a intolerância será exibida.

. O responsável pela Inter de Milão, Massimo Moretti, solidarizou-se com Zoro. Vários dirigentes de futebol ficaram indignados com a repetição, na Itália, de outra manifestação de racismo.

Em Roma e no início da "Coppa Italia", a torcida da Lazio começou a vaiar e ofender os jogadores negros da Lazio quando pegavam na bola. Diante disso, elaborou-se uma campanha contra o racismo, cuja frase era "Faça um gol contra o racismo". À época, Zoro participou ativamente da campanha.

Como se percebe, a campanha não deu certo. O racismo continua e a nova medida, 5 minutos de atraso nas partidas e exibição de faixas educativas, poderão inibir, por algum tempo, os intolerantes.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet