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ACAPULCO (México). Metralhado vice-chefe de polícia

Por IBGF/WFM

O vice-chefe da polícia de narcóticos do México, Julio Carlos Lopez, foi metralhado ao deixar, na companhia de dois amigos, um restaurante em Acapulco.

Operação México Seguro não implaca.


Foi apanhado se surpresa e os tiros atingiram sua cabeça. Para os policiais, trata-se de uma ação de narcotraficantes, que declararam guerra contra as autoridades que reprimem o tráfico de drogas.

Julio Carlos estava há 3 meses na vice-chefia e era considerado um policial duro na luta contra o narcotráfico.

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Acapulco, balneário da predileção do crime organizado.


RETROSPECTIVA

Os EUA fecharam o consulado em Nova Laredo (México), que é a fronteira mais problemática com o México. Clandestinos, cartel de drogas, assassinatos de jornalistas, tornaram Laredo incontrolável. O fechamento compromete a chamada Operação México Seguro.
Na Operação México Seguro, o governo pediu ajuda aos EUA em face do aumento da violência e do poderio, cada vez maior, dos cartéis de drogas. Desde o início de 2005, já ocorreram 500 mortes violentas e a maior parte na fronteira com os EUA.


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O embaixador dos EUA no México promoveu o fechamento do consulado norte-americano em Nova Laredo (Tanaulipas), que fica na fronteira.

Nova Laredo é a rota de ingresso de drogas e imigrantes clandestinos pelo denominado "Caminho do Golfo do México". A droga que passa por Nova Laredo destina-se a abastecer a Costa Atlândica dos EUA (Houston, Nova Orleans, Tampa, Miami.

Por ali atuam dois cartéis, que deslocam os seus principais eixos: Cartel de JUarez (Ciudad Juarez-El Passo) e Bando de Laredo (ligado ao Cartel de Tijuana, que atua no lado do Golfo da Califórnia-Pacífico).

A decisão causou de fechamento causou grande impacto, num momento em que se desenvolve a Operação México Seguro (veja retrospectiva abaixo). .................................................
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A Operação México seguro foi deflagrada (julho de 2005) para enfrentar a violência e a criminalidade organizada, em especial os cartéis de drogas.

Na região de fronteira com os EUA concentra-se o maior porcentual de violência. Neste ano já ocorreram 500 mortes violentas.

Nãoadiantou, na Cidade do México, o Plano de Tolerância Zero. A peso de ouro, o México contratou Rudolph Giuliani (ex-prefeito de Nova Iorque e introdutor do programa de Tolerância Zero). A Operação México Seguro e mais ampla e abrange a repressão ao tráfico e ao crime organizado, na região de fronteira com os EAU. Daí, o pedido de auxílio aos EUA

Esse pedido de auxílio foi feito pelo presidente mexicano, como informou o porta-voz Ruben Aguilar. Segundo o porta-voz, os norte-americanos poderiam atuar na fronteira com San Diego, onde atua o potente cartel de Tijuana (leva o nome da cidade de fronteira com a americana San Diego). O cartel de Tijuana controla o tráfico de drogas no Golfo da Califórnia (Pacífico). Outro ponto seria a cidade de Juarez, onde atua o potente cartel de Juarez. Do outro lado, Golfo do México (Atlântico) a droga entra por Miami.

Na Baixa Califórnia, Tamaulipas e Sinaloa, destacou o porta-voz da presidência, o tráfico de armas é intenso e os locais registram o mais alto índoce de homicídios.

O porta-voz destacou: "Enviamos uma solicitação ao governo norte-americano para combater armas e drogas. As armas são de última geração, ou seja, de tecnologia moderna e estão nas mãos dos cartéis e dos bandos de narcotraficantes. Essas armas são fabricadas nos EUA e entram no México pela fronteira." Desde o início de 2005, já foram assassinadas 500 pessoas. Na Operação México Seguro o exército participa com ações de contraste e, muitas vezes, no papel de polícia repressiva.

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No Estao de Muevo Laredo foram presos 41 policiais da polícia do Estado, sob suspeita de terem tentado assassinar os policias federais.

A Operação Mèxico Seguro ganhou o surpreendente apoio do prefeito da Cidade do México, Manuel Lopez Obrador. O apoio surpreendeu pelo fato de Obrador ser candidato à presidência da república e crítico do presidente Vicente Fox, Já chegou a dizer Obrador que o grande problema do México não é a violência, mas a corrupção política.

L'operazione 'Messico Sicuro' ha avuto inaspettatamente anche l'appoggio del Sindaco di Citta' del Messico, Andres Manuel Lopez Obrador, candidato alle presidenziali del 2006 e feroce critico del Governo di centrodestra del presidente Vicente Fox. Lopez Obrador ha tuttavia detto oggi in una conferenza stampa che il principale problema del Messico "non e' la violenza, ma la corruzione politica". Il Sindaco si e' anche attirato critiche da diversi settori affermando che la criminalita' "e' il prezzo che ogni cittadino deve pagare per vivere in una grande metropoli come Citta' del Messico".
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RETROSPECTIVA: publicado no site IBGF, confira Máfias.

No México, é tradição do crime organizado silenciar com sangue os seus opositores, especialmente os periodistas

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Só neste mês de abril (2005), os cartéis mexicanos fuzilaram e mataram dois jornalistas, Guadalupe García e Raúl Gibb Guerrero. É da tradição da bandidagem organizada mexicana silenciar com sangue os opositores, especialmente os periodistas.

Como os sicários da Jerusalém sob o domínio do Império Romano, os agentes do crime organizado mexicano também promovem ataques de surpresa. A diferença está no emprego de potentes armas de fogo em vez da sica, um punhal de lâmina curta, levado às concentrações das praças públicas debaixo da manga. O insurgente é chamado de sicário por usar a sica para matar.

Guadalupe García tinha 39 anos. Foi alvejada por disparos. Agonizou durante 11 dias e faleceu no domingo 17. Ela divulgava denúncias pela rádio Nuevo Laredo, que leva o nome da cidade localizada nos confins com os EUA e sob influência do Cartel do Golfo do México.

A cidade de Nuevo Loredo serve ao Cartel do Golfo como corredor para passagem das drogas destinadas a atender o mercado consumidor da Costa do Atlântico norte-americana. A principal rede distribuidora de drogas passa por Nuevo Laredo e estende-se até Houston, no Texas, New Orleans, na Louisiana, e Tampa e Miami, no estado da Flórida. O Cartel do Golfo está aliado aos “cartelitos” colombianos, produtores e fornecedores de cocaína e heroína.

O Cartel do Golfo rivaliza com os cartéis batizados com os nomes das cidades de Tijuana e Juarez, situadas na divisa com as cidades norte-americanas de San Diego e El Paso.

Os famosos irmãos Arellano Felix fundaram o Cartel de Tijuana, que controla o Golfo da Califórnia, na Costa do Pacífico. O cartel e a cidade de Tijuana foram mostrados no filme Traffic, campeão de bilheterias.

Como se sabe, os irmãos Arellano Felix também compravam cocaína peruana. Era vendida pelo ministro Vlademiro Montesinos, eminência parda e responsável pela arapongagem durante a ditadura de Alberto Fujimori.

No fim de março, Montesinos amargou a sua segunda condenação criminal: tráfico internacional de drogas e de armas, lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade.

Segundo Jose María Aguillar Reis, da DEA, agência norte-americana antidrogas, Montesinos vendeu aos Arellano Felix 19 toneladas de cocaína pura. A cocaína era refinada nos laboratórios mantidos por Montesinos, na praia peruana de Arica. Aguillar foi fuzilado logo depois de confirmar suas acusações à juíza Magali Bascones.

Raúl Gibb Guerrero dirigia o jornal La Opinión, editado no estado mexicano de Vera Cruz. Nos editoriais alertava sobre o fortalecimento dos cartéis mexicanos e sua infiltração no poder político. Gibb estava pessoalmente empenhado em descobrir o assassinato de um jornalista mexicano, eliminado no fim de 2004.

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Gibb foi atacado a tiros e faleceu no domingo 10 deste mês. O magistrado Santiago Vasconcelos atribuiu a autoria ao Cartel do Golfo.

Os cartéis das drogas crescem em ousadia, arrojo e violência. Os laços entre os cartéis mexicanos, cartelitos colombianos e o megacartel do Vale Norte estão cada vez mais sólidos e as drogas abundantemente nos EUA, país campeão mundial de consumo.

Por outro lado, naufragou a promessa formal de Bush de acabar com os plantios de coca na Colômbia até o fim de 2004. Despejou herbicida e imaginou, com a destruição das plantações colombianas, afetar o mercado de oferta.

Bush sonhou que a cocaína, pela queda vertiginosa da oferta, atingiria preços elevadíssimos para o consumidor no fim de 2004. Ao acordar do sonho, em novembro de 2004, na cidade de Cartagena, descobriu que o preço da cocaína havia baixado, passando a custar menos de uma xícara de café em qualquer ponto dos EUA.

O governo norte-americano, em quatro anos de Plan Colombia, gastou US$ 3 bilhões. Nos últimos 25 anos, para reduzir a oferta de drogas, foram gastos US$ 25 bilhões. E a área de plantação de coca continua a mesma, com 200 mil hectares, há 20 anos.

Na Colômbia, pelos dados oficiais, as fumigações reduziram a área de plantio de 180 mil para 65 mil hectares. A coca, então, migrou para o Peru, Bolívia e Equador.

Não bastassem o insucesso e a destruição ambiental causada pelo militarizado Plan Colombia, a polícia marítima colombiana acabou de encontrar e apreender o primeiro submarino do Cartel do Vale Norte, chefiado por Don Diego Montoya-Sanchez, o número 1 das drogas no mundo.

O submarino tem capacidade para transportar até 10 toneladas de cocaína. Conta com potentes motores de impulsão, casco de fibra de vidro e arrojado designer. Sua apreensão ocorreu em Tumaco, na Costa do Pacífico.


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