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CHACINAS: RIO DE JANEIRO. ATENTADOS PERMANENTES À VIDA DEMOCRÁTICA

Por IBGF/Jornal do Terra

A indenização para as famílias das 29 vítimas da Chacina da Baixada Fluminense (municípios de Queimados e Nova Iguaçu) já foi fixada, mas o governo do Rio ainda não realizou os pagamentos. O valor foi fixado entre 1 e 3 salários mínimos mensais e até a data em que as vítimas completariam 65 anos de idade.

Para hoje (31 de março), estão previstas várias manifestações organizadas pela sociedade civil. Às 19 horas será celebrada uma missa na Praça da Bíblia, no município de Queimados. A chacina consumou-se em Queimados e Nova Iguaçu. Veja matéria abaixo, em retorspectiva.

. Apenas 5 policiais militares, acusados de participação, estão presos. Eles ainda não foram julgados. Para o promotor de Justiça Marcelo Muniz, que atua no processo e fará o Júri, os 5 policiais militares deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri dentro de dois a três meses.

Para o secretario estadual de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, coronel Jorge da Silva, "o estado é um paquiderme. O processo é lento e me sinto frustrado pelas coisas demorarem"

RETROSPECTIVA: 1/4/2005.
No Rio de Janeiro, os atentados à vida democrática são freqüentes. E a situação se agrava quando o próprio Estado passa a colocar na rua uma polícia assassina.

Pelo que se percebe, policiais militares do Rio voltaram a cometer chacinas. E a realização de ataques surpreendentes têm sido a principal arma dos covardes e fardados matadores. Assim, matam com facilidade civis despreocupados com os seus afazeres e crianças distraídas com os seus brinquedos.

Na recente chacina ocorrida na Baixada Fluminense, 30 pessoas foram executadas a tiros, incluídas duas crianças. Nenhuma das vítimas contava com antecedentes criminais. O objetivo dos policiais assassinos voltava-se a desafiar os seus superiores hierárquicos. Isso mediante a exibição de cadáveres de civis inocentes.

Anteriormente, policiais militares tinham jogado duas cabeças no interior de dependências do Batalhão de Duque de Caxias. Como o comandante militar não gostou e prendeu 11 suspeitos, a reação dos demais foi a de fuzilar inocentes. Ou seja, mataram os que encontraram pela frente, nos municípios de Queimados e Nova Iguaçu.

Manifestação: pós-chacina de Vigário Geral.


Os facínoras fardados repetiram o sucedido, em 1993, na Candelária e em Vigário Geral. Na Chacina da Candelária, foram mortos oito meninos de rua. Em Vigário Geral, o massacre atingiu 21 civis, todos sem antecedentes policiais. Seguramente, os autores da recente barbárie da Baixada Fluminense, com 30 mortos, apostaram na impunidade e na inépcia dos governos, federal e estadual.

Na Chacina da Candelária, só foram identificados oito suspeitos. E só quatro restaram condenados, num processo que durou quase dez anos. Em Vigário Geral, dos 52 réus acusados, apenas seis receberam condenações.

Depois da chacina da Baixada Fluminense, vieram os mesmos discursos: não haverá impunidade, a banda podre da polícia será expulsa, etc, etc. De concreto, vão continuar a aplicar ¿florais de Bach¿ para estacar hemorragias.

No governo FHC, para aplacar situações críticas de insegurança pública, era formada uma ¿força-tarefa¿. O resultado disso o próprio FHC amarga, ou seja, seu governo não conseguiu restabelecer a ordem e oferecer segurança à sociedade. Para evitar desgastes maiores, o governo federal, anterior e atual, limitava-se a repassar verbas e deixar a responsabilidade para os governadores.

No governo Lula, a ¿força-tarefa¿ de FHC mudou o rótulo. Criou-se uma ¿guarda nacional¿, com componentes emprestados, quando necessário, dos Estados.

O decantado ¿Sistema Único de Segurança Pública¿ não conseguiu, até agora, estabelecer a sinergia entre as diferentes polícias brasileiras. Continua o cada um para si. O ¿sistema¿, na prática, virou fumaça, desde que se afastou o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, que era desafeto do ministro da Justiça.

Em resumo. Os Garotinhos, Bastos e Lula, assistem, no Rio, a atentados continuados à vida democrática. E, na cidade do Rio, nem vamos tocar em saúde pública e na irresponsabilidade do prefeito César Maia, como já lembrou, neste Jornal do Terra, o comentarista Paulo Markum.

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