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RIO DE JANEIRO: MILICIAS ARMADAS E PRIVADAS EXPULSAM TRAFICANTES DE 42 FAVELAS.O ESTADO É SUBSTITUÍDO.O SILÊNCIO DOS GOVERNOS. MORADORES PAGAM TAXA DE PROTEÇÃO. IGUAL FAZ A MÁFIA.

Por IBGF/Jornal do Terra



No Rio de Janeiro, 92 favelas estão sob permanente risco de tiroteios. O motivo é a presença de organizações criminosas, que controlam territórios e a sociedade.

Nessas favelas, --como até o bondinho do morro do Pão de Açúcar sabe--, o Estado não garante a segurança pública e as associações criminosas, fortemente armadas, difundem o medo e impõem as suas leis.

Milícias privadas e armadas tomam o lugar do Estado


Em algumas dessas favelas existe até o “toque de recolher”. Depois das 22 horas, sem autorização, os moradores estão proibidos de ultrapassar as suas fronteiras para chegar em casa.

Essa situação de secessão e de incompetência dos governos,-- estadual e federal--, de manter a ordem e garantir tranqüilidade, está levando a uma leitura incorreta do sucedido em 42 das favelas cariocas, localizadas em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca.

A respeito, onze milícias privadas e armadas expulsaram dessas 42 favelas traficantes de drogas e pessoas associadas ao crime organizado.

Os moradores, os comerciantes e os que se dedicam ao transporte alternativo pagam para manter as milícias, de acordo com a capacidade financeira de cada um. Com isso, voltou a paz social.

Dessas onze milícias, seis delas são comandadas por policiais do corpo da Polícia Militar Estadual, que fazem bicos, fora do horário de expediente.

Como se percebe, em 42 favelas, as milícias privadas conseguiram manter a ordem, coisa que o Estado não assegura à população.

O grave é que, além de traficantes, as milícias acabaram, de fato, expulsando o próprio Estado. Lá, ninguém mais precisa das forças de ordem do Estado.

Como mostra a história recente, “milícias” e “esquadrões da morte”, quando se fortalecem, passam a governar o território, impor as suas “leis” e fazer valer a “justiça” de mão própria, em substituição a do Estado.

Favelas:Milícias Privadas substituem o Estado.


No Rio como na Sicília da Cosa Nostra, os comerciantes pagam “taxa de proteção”, o chamado “pizzo”. Numa passagem pelo Brasil, há dois anos e quando integrava o “pool” de procuradores antimáfia de Palermo, o procurador Roberto Scarpinato, frisou que 60% dos comerciantes de Palermo pagavam o “pizzo”. Isso para evitar assaltos e até incêndios intercionais nos seus estabelecimentos.

Em Nova Yorque, a máfia sículo-americana, ao tempo de Lucky Luciano, também cobrava o “pizzo” de comerciantes e cooptava policiais.

O incrível de tudo isso, é que depois da matéria do jornal O Globo, que revelou a presença de milícias privadas em 42 favelas do Rio, a “família” Garotinho” (governadora e o marido) e o ministro da Justiça do governo Lula, silenciaram. Pelo jeito, estão achando ótimo.

MATÉRIA DO NOTICIÁRIO- em português e italiano.

1-português.

O jornal O GLOBO de domingo (20 de março 2005), em matéria da jornalista VERA ARAÚJO, contou que grupos organizados e armados, verdaeiras milícias civis, estam expulsando traficantes dos morros do Rio de Janeiro.

Ao todo seriam 11 grupos. Desses 11 grupos, seis deles seriam comandados por integrantes da Polícia Militar do Estado.

Esses 11 grupos já teriam conseguido acabar com as organizações de narcotraficantes em 42 favelas do Rio, mais especificamente em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca.

Na referida matéria do jornal O GLOBO, existe um box que conta que o "primeiro modelo de favela sem tráfico surgiu em Rio das Pedras-Jacarepaguá". Nesse bairro, um grupo armado mantém o controle do território e conseguiu expulsar traficantes. Trata-se de um bairro de 60 mil moradores.

Há informações, conforme destaca o jornal O GLOBO, a revelar que "para ficarem livre do tráfico, moradores e comerciantes, além daqueles que trabalham com transporte alternativo, são obrigados a contribuir com um valor que varia de acordo com a renda da pessoa".

"Tudo teria começado com uma guerra interna em 1978, em que os moradores nordestinos enfrentaram os traficantes. Desde então, a "manieira" (grupo armado) passoua a fazer a segurança do local".

Para se ter uma visão mais ampla, em 92 favelas do Rio organizações crimonosas atuam no tráfico de drogas e provocam violências, estabelecem o toque de recolher e a lei do silêncio para evitar delações. Dentre as favelas de risco estão as segintes: Rocinha, Vidigal, São carlos, Mineira, Zinco, Macacos, Jacarezinho, Maré, Alemão, Mandela, Manguinhos, Juramento, Penha, Parada de Lucas, Vigário geral, Rebu, Sapo.

2.ITALIANO.

In assenza dello Stato, le milizie private scacciano la droga dalle favelas.

Il quotidiano O Globo nell'edizione di domenica scorsa, ha raccontato con un articolo di Vera Araújo come gruppi organizzati e armati, vere e proprie milizie civili, stanno espellendo i trafficanti dalle colline di Rio de Janeiro.

In tutto sarebbero 11 gruppi. Di questi, sei sarebbero comandati da componenti della Polizia Militare dello Stato. Questi 11 gruppi sarebbero gia' riusciti a colpire le organizzazioni di narcotrafficanti in 42 favelas di Rio, in particolare a Jacarepaguá e a Barra da Tijuca.

In questo speciale di O Globo, un box spiega come il "primo modello di favela senza spaccio era sorto a Rio a Pedras-Jacarepaguá". In quel quartiere, di 60 mila abitanti, un gruppo armato mantiene il controllo del territorio ed e' riuscito ad espellere i trafficanti.

Esistono notizie, come spiega il giornale O Globo, che rivelano come "per essere liberi dallo spaccio, abitanti e commercianti, sono obbligati a contribuire con una quota di denaro variabile e che dipende dal reddito della persona".

"Tutto sarebbe iniziato con una guerra interna nel 1978, in cui gli abitanti nordorientali si scontrarono con i narcotrafficanti. Da allora, la "manieira" (il gruppo armato) ha iniziato a gestire la sicurezza locale".

Per avere una panoramica piu' ampia, nelle 92 favelas di Rio organizzazioni criminali agiscono nel traffico delle droghe e provocano violenza, stabiliscono la ritirata e la legge del silenzio per evitare delazioni. Tra le favelas a rischio ci sono: Rocinha, Vidigal, São Carlos, Mineira, Zinco, Macacos, Jacarezinho, Maré, Alemão, Mandela, Manguinhos, Juramento, Penha, Parada de Lucas, Vigário Geral, Rebu, Sapo.


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