São Paulo,  
Busca:   

 

 

Espiões/D.Humanos

 

Nobel da Paz está viva. Aparece em foto com enviado especial da ONU.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

1 de outubro de 2007.

Suu Kyi e Ibrahim Gambari.



Não voltou à Masmorra
Um alívio. Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da paz em 1991, continua em prisão domiciliar. Isto na sua casa, à beira do lago de Inya, em Yangon, antiga Rangoon (ex-capital).

Pelos labirintos da diplomacia internacional e em face de informes transmitidos pelos 007 das diferentes comunidades de espionagens, havia risco de Aung San Suu Kyi voltar ao cárcere.

Presa em 1989, ela permaneceu em regime fechado (cárcere de segurança máxima) até 2003. Embora transferida para prisão domiciliar, continuou blindada, sem telefone e possibilidade de deixar o alto e fechado portão da sua residência.

O prêmio Nobel da Paz, dada à negativa do governo ditatorial do Myanmar em deixá-la participar da cerimônia de premiação, foi recebido pelos seus filhos Alex e Kin. Nem ao enterro do seu marido, Michael Aris (conheceu na Universidade de Oxford e morreu de câncer em 1999), pode comparecer.

Ontem, numa residência reservada a receber diplomatas em Yangon (ex-Rangoon)), Aung San Sun Kyi deixou a prisão domiciliar para se encontrar com o nigeriano Ibrahim Gambari, enviado especial da ONU para a Birmânia. Gambari é homem da confiança do secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e funcionário de carreira da ONU.

A autorização para o encontro partiu da Junta Militar, que atendeu a uma imposição de Gambari. Ele colocou como ponto inegociável da agenda um contato com a Nobel da Paz, que é líder da Liga Nacional, extinta depois de vencer as eleições (vide post na página).

Ao lado de Gambari, a Nobel da Paz, carinhosamente chamada de A Lady, tirou uma fotografia, onde, sempre elegante, esboçou um leve sorriso.

Não vazou nenhum informe sobre o tratado na reunião entre Gambari e Aung San Suu Kyi.

Hoje, Gambari deverá se reunir como “generalíssimo” Than Shwe. O encontro ocorrerá na capital Naypyidaw (Cidade dos Deuses).

Desde ontem, Gambari reúne-se com pessoal do segundo escalão do governo, uma “canseira” que faz parte da “mise-en-scène” do generalíssimo Than Shwe.

O “generalíssimo”, -- que comanda uma narcoditadura---, é odiado pela população, que passa fome e pode assistir ao casamento da filha de Than Shwe, que portava, no pescoço, um colar de diamantes de várias voltas.

Wálter Fanganiello Maierovitch


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet