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MYANMAR: sem internet. Deserções no Exército. Ditadores são simpáticos à China, Rússia e Índia.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

28 setembro de 2007.

foto La Repubblica: peqeno monge, Birmânia.


No décimo-primeiro dia de protestos, os narcoditadores militares que governam a Birmânia (Myanmar) conseguiram cortar a ligação com a internet: destruiram um cabo submarino.

Com forte repressão nas ruas, mediante emprego da polícia e do exército, os generais que controlam o poder pretendem, sem internet, evitar comunicações com o exterior: em especial o envio de imagens. Também objetivaram impedir a troca de informes de modo a ensejar a continuação dos protestos iniciados pelos monges budistas e com adesão dos civis laicos.

Segundo fontes européias de inteligência, a repressão continua pesada, mas já se percebe, nas fileiras do exército, algumas deserções. Muitos soldados teriam deixado as armas e se ajoelharam para orar ao lado de monges budistas.

Apesar dos protestos de vários organismos internacionais, várias aldeias foram atacadas e o número de mortos e muito superior ao divulgado pelo gabinete do primeiro ministro.

Os generais, presidente e primeiro ministro, contam com o suporte de uma Junta Militar. E esta sustenta-se, internacionalmente, mediante o apoio dos governos da China, Índia e Rússia. Já existe o discurso, --nesses países apoiadores da ditadura--, de o governo de Myanmar estar procurando restabelecer a ordem. Apenas diante das reações populares é que ele recorre ao uso da força.

Fala-se, também, nas minorias (vide post abaixo) etnicas que teriam interesse na derrubada do regime para, posteriormente, lograr o separatismo.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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