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NOBEL DA PAZ CORRE RISCO.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

27 setembro 2007.

A Nobel da Paz.


A Birmânia declarou-se independente do Reino Unido em 4 de janeiro de 1948. Mudou de nome em junho de 1989, passando a se chamar Myanmar.

Os militares usurparam o poder em 1962, quando virou presidente o general Ne Win. Com plenos poderes e pena de morte em vigor, NeW in manteve-se no poder até 1988, quando foi substituído por uma Junta Militar.

Em 1990, a Junta Militar resolveu realizar uma eleição para formação de uma Assembléia Constituinte.

Para surpresa dos militares, --a Liga Nacional para a Democracia, conhecida pela sigla NLD e liderada por Aung San Suu Kyi (filha de um líder nacional da guerra contra o Japão)--, venceu ao obter 392 cadeiras parlamentares, das 485 em disputa.

Aí, os militares deram um novo golpe de estado, para não entregar o poder constituinte aos civis.

Por ato da Junta Militar todos os partidos políticos foram declarados extintos, a Assembléia Constituinte suspensa e criado um “Conselho de Estado, para a restauração da lei e da ordem”. Referido órgão trocou de nome em 1997 e passou a se chamar de “Conselho de Estado para a paz e o desenvolvimento”.


Quando do golpe militar, acabou presa a líder do NLD, Aung San Suu Kyi, hoje com 61 anos de idade e que ganhou o Nobel da Paz em 1991. Ela foi colocada em prisão domiciliar apenas em 2002.

Em 2004, o general e primeiro ministro Khin Nyunt iniciou um diálogo com a oposição (NLD). Foram soltos 4 mil opositores do regime: presos por fazerem oposição. No dia 8 de outubro de 2004, foi o general Khin Nyunt retirado do cargo de de premier em razão das suas posturas conciliatórias. No seu lugar colocou-se, em 19/10/2004, o general Soe Win, ligado ao presidente, general Than Shwe, no poder desde 23 de abril de 1992.

A desculpa dos generais para se manterem no poder é o combate à guerrilha que membros das etinias karen e shan mantém na fronteira com a Tailândia: os separatistas karen e shan iniciaram a luta em 1948.

Em Myanmar, segundo o último senso de 2004, vivem 46.900.00 habitantes, divididos nas seguintes etnias: birmanos (55,9%), karen (9,5%), Shan (6,5%), Chin (2,5%), Mon (2,3%), Kachin (1,5%), outros (21,8). A mmioria da população é budista (89,4%), com 4,9 de cristãos, 3,8 de islâmicos, 1,2 animistas (crença tradicional), 0,5% de induistas e 0,2 de outros diferentes crenças.

A nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, é humanista e pacifista. Está presa por lideral, como acima exposto, partido ganhou, sem levar, as eleições no país para a formação de uma Assembléia Constituinte.

Um protesto pacífico contra a caristia fez com que os ditadores fardados,-- que usurparam o governo daBirmania--, mandassem fuzilar milhares de civis na capital Yangon (Rangoon) e em Mandalay.

Faz mais de 45 anos que a ex-Birmânia, hoje Myanmar, vive debaixo de uma narcoditadura militar.

A Junta de corruptos generais, que governa por meio de um presidente e de um premier, dá sustentação ao tráfico internacional de heroína e de anfetaminas. Myanmar é o maior fabricante e fornecedor ilegal de drogas sintéticas para a Ásia.

Na ex-Birmânia vive o “Rei da Heroína e das Drogas Sintéticas”, chamado Khun Sa. E a Birmânia é conhecida internacionalmente como Narco-Estado.

A Nobel da Paz que está em prisão domiciliar, incomunicável, agora, corre risco de voltar para a masmorra. Isto por ter recebido, no sábado passado, mais de mil monges budistas que, em protesto contra o governo, foram à sua casa-prisão.

A Nobel da Paz, com vestido amarelo e lágrimas nos olhos, desobedeceu os ditadores e recebeu os pacíficos monges budistas.

Os mais de 100 guardas que blindam a sua casa-prisão não impediram a passagem dos monges.

Enquanto a ex-Birmânia virou um narcoestado, com generais corruptos no governo, quem fica presa é a Nobel da Paz.

As últimas palavras saídas da boca da Nobel da Paz, e hoje repetida pela população civil e monges budistas que estão nas ruas com panos vermelhos, foram tiradas de uma sutra budista e fala da paz nos corações e nas mentes.

Pano Rápido, já passou da hora de a Comunidade Internacional exigir a liberdade para a Nobel da Paz.

Quanto a nós, fica o brado de Vida Longa a Aung San Suu Kyi.

Wálter Fanganiello Maierovitch.


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